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Renato Prado






Morador de rua

Nos bancos das praças Em meio à poeira eTóxicos lixos Os amigos fazem sala. Na cozinha improvisada Sobre o gramadoO “mestre – cuca” Mexe o jantar. A fogueira, Que da luz a noite,Serve de fogão Que também é usado como coberta. Alguns panos e papelões Servem como colchão.No mato ao lado, atrás da árvore, Fica o banheiro. Não há chuveiroMas a torneira próxima a “sala”Serve para um “belo” banho. E também,Para lavar a boca. Quando é da vontade.     O mundo todo se resume aliNotícias da TV? Só nos bares de esquinaOu pelas vitrines de lojas podem ser vistas Quando se é bem recebido. Nas praças...Viadutos...Becos...Tem gente pra tudo:Eletricistas,Mecânicos,Pedreiros,Profissionais da eletrônica,Vendedores,Atendestes... Estão todos aliEm suas casas improvisadas e isoladas. Cansados de procurar emprego, ou tentar qualquer outra coisa                                                                                                                     Sonham com pouca esperança.E sobrevivem em meio à sociedadeQue não mais acreditam.

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