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JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA






ODE AO MARTELO DE THOR

           

   

O martelo martela a tampa:

Presencio --- na rua ou em casa, no anonimato da distância ---

O fluxo e o refluxo

Da hemorragia e restauração da esperança.

  

O martelo martela o prego:

Contínuas espirais ferinas

Quais disseminam a ruína

Banalizam e replicam

As células prolíficas do flagelo.

  

O martelo martela o povo-barco:

Como se fosse rêmige náufrago,

A paz vira vegetativa presidiária

Do arquipélago de ilhas,

Governado por magos

Que criam sofismas velhacos.

  

O martelo martela a fortaleza da farsa:

A anemia falciforme se alastra,

Mas o adormecido vulcão das contestadoras fricções

Acorda e mostra o todo-poderoso estadão

Do seu indômito magma!

    JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA 

http://www.myspace.com/nirvanapoetico

·                                 http://twitter.com/jessebarbosa27         

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