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Airo Zamoner






Dicotomia

Por que esta dor que tanto me consome,

Vendo meu corpo divergir da alma,

Não se aquieta quando o amor tem nome

Nem se conforma se mantenho a calma?

 

Por que a velhice que arrebenta a palma,

A pele, a face, o corpo, a sede, a fome,

No meu espírito não deixa trauma

Só deixa a um viço que não há quem dome?

 

Minha’alma se desnuda em aquarela,

mostrando a juventude que atropela

meus sonhos travestidos de arlequim.

 

Meu corpo degradado se esfarela

Enquanto assisto pasmo da janela

O mais decrépito e perfeito fim.


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