Paulo Ademir de Souza






Soneto – ”Sofrimento Prematuro”

  Tão jovem e bela, destila seu vigor em tentação,
Desperta sonho, desejo, paixão... Uma musa,
Em meio à vaidade, descobre sabores; e abusa!
Desfez-se da donzela, n´uma aventura de verão.

 
Lá ficou a razão, porque cá sobrou emoção
No descaso da noite, pôs-se desnuda
Sensação ardente, n´uma atuação sexual confusa
Assim se foi... Sem saber qual o perdão.

 
O tempo correu... Sobraram noites: enjoada e febril
N´um outono enxuto e frio, murcharam as flores de abril
No ventre imaturo, brotou uma semente fraterna.

 
Então, veio de fato um ato demente!
Arrancado abrupto! Um fruto inocente


Agonizando à morte, para uma vida eterna.

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