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Elisabeth Silva de Almeida Amorim






A Zebra Curiosa

Era um dia perfeito
Mas aquela zebra  bonita
Apresentava um terrível defeito
A sua curiosidade infinita
Aquele mau costume não tinha jeito
Que coisa esquisita!
 

Todo animal que chegava
A zebra queria saber
O que fez e onde morava?
Como aprendeu sobreviver?
A zebrinha interrogava que interrogava
Dela os animais passaram a correr.
 

Enquanto  a  curiosa zebrinha
Olhava a vida alheia
Não se preocupava com a sua vidinha
Que passava sem pareia
Questionava até o patinho
Que nadava na hora da ceia.
 

Os animais em protesto
Resolveram interrogá-la
Queriam  através de manifesto
Para a zebrinha se explicar
O motivo de cada gesto,
Cor, forma, lista que ela poderia usar.
 

Era um tal de porquês...
Pegando no seu pé
Que lista preta! Por quê?
Responda agora se quiser...
E esta lista branca, quero saber
Por que? Zebra tem chulé?
 

Onde a zebrinha ia
Logo aparecia um animal
Perguntava e  sorria
Fazia a coitada passar mal.
_Como você sobreviveria
Se não fosse tão igual?
 
 
Sufocada a zebrinha correu.
Os animais confabularam em reunião...
De repente a girafa apareceu
Para resolver a situação:
_Deixe que eu descubro onde ela se escondeu.
E darei um fim  nessa questão!
 

A  girafa experiente
Observadora e de bom coração
_Venha zebra! Mostre-se para a gente
Que aprendeu a lição.
Antes, porém suba aqui na frente!
Que irá saber para que serve meu pescoção!
 
 
Surge a zebra envergonhada
Daquela situação vexatória
No pescoço da girafa fica agarrada.
 Algo que entrou para a história.
Pois a girafa deu uma  balançada.
E o chão serviu-lhe de palmatória.
 

                                                  
                    Elisabeth Amorim
                           (escritora que desmonta a literatura, espalhado-a pelo mundo)


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