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Elisabeth Silva de Almeida Amorim






MARIDO CIUMENTO

     _ Joaninha, tô saindo... E você já sabe, lugar de mulher é na cozinha!
     _ Meu esposo, nossa casa é tão pequena, quente, com apenas dois cômodos... Será que não posso ficar um pouquinho lá fora?
     _ Nem pensar! Mulher que fica na porta o dia inteiro se esquece da obrigação. E nada de ir para as redes sociais curtir Bandeira disfarçado de Pessoa!
     _Eu?! Só queria sair daqui, por causa do calor...
     O marido sai com uma pulga atrás da orelha. Nunca sua mulher questionara a sua atitude e agora de repente com essa novidade. Arquiteto, inteligente, mas desconfiado que só ele, se esconde para flagrar a adúltera. E passa a meditar:
     _ Joaninha só pode está com outro! Ela está me traindo... Ah, ingrata!
     Horas a fio a espera de um intruso invadir o seu lar feito com tanto esmero para sua amada.  Lá para tantas, viu rondar um gavião. Joaninha?!  Ela não seria tão louca... Ou seria?  Ele já estava com fome, mas se saísse de seu posto de observação poderia perder o voo da amada. O gavião nem olhou para o lado, seguiu seu rumo. Ufa, que alívio!
     Cansado de vigiar o próprio lar, retorna sem nada concreto, a não ser o gavião... Mas, machão desconfiado não dá o braço a torcer,  alguém teria que pagar o implante... Munido de todo o material de construção, fecha a entrada única da casa com a sua Joaninha dormindo à sua espera. E voa livre disfarçado de joão ninguém, mas todos sabem que ele é o João-de -Barro.
 
 
 


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