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Elisabeth Silva de Almeida Amorim






DESMONTE LITERÁRIO EM REDE

DE COMO ESCAPAR DO APRISIONAMENTO LITERÁRIO EM     ESCOLAS  PÚBLICAS

Resumo

Como as escolas públicas trabalham a literatura? Talvez seria melhor se questionar o que os estudantes de educação básica fazem para escapar dos aprisionamentos de prescrições arbitrárias dos livros didáticos? Inegavelmente as propostas pedagógicas  para o ensino da literatura trazem em seus pacotes uma lista de autores/obras integrados aos cânones literários que devem compor os conteúdos prioritários para as discussões fechadas nos manuais didáticos. No entanto, quando as escolas compactuam com a negação da política da criatividade, bem como o compromisso da existência, resta ao professor trabalhar para modificar a ordem da lei. A mudança poderá começar pela literatura desmontada. Experiência exitosa que começou numa escola pública do interior da Bahia com apenas uma turma de Ensino Médio, e atualmente contagiou toda a escola.  Assim, o texto literário abraça outros signos e é transmutado para  charge, cartum, história em quadrinhos, anúncios, horóscopo, grafite, carta, bilhete, telas, notícias, entrevistas e tudo que a imaginação levar para incentivar a leitura e formação do leitor crítico. A desconstrução do signo literário é possível por defendermos uma cultural libertária e autônoma, tão bem defendida por Moreira Santos(2011, 2012), Deleuze e Guattari (1997), Derrida (2001) e Roland Barthes (2001).


Ps: Texto apresentado no Seminário Inovação da UNEB em Barreiras- BA / 2012

 


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