Amarilia Teixeira Couto






O que a vida quer da gente é coragem

O que a vida quer da gente é coragem

• "O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem."  (João Guimarães Rosa)


O amor chega imprevisível
Tira do coração o travo de fel
Alimenta a alma
Reconforta o coração
Bota brilho nos olhos
Sorriso na cara
Leveza nos passos


O amor muda tudo
Até o calor do corpo
A pele macia e quente
Quer se aninhar de contente
O viço renasce
Até em quem já o perdeu há mais tempo

Quem não se fecha em copas
Ao sentimento
Quem não deixa o medo calar as emoções
Sabe do que o amor é capaz
Os dias nublados são lindos
Os chuvosos são ternos
Calor
Frio
Tempestades com raios e trovões
Tudo tem magia
Significação
São sinais de vida
Avisos divinos
Tudo é cumplice do querer bem


Mas tudo na vida
“Esquenta e esfria
Aperta e afrouxa
Sossega e desinquieta”

E o coração fica à mercê
Desse ir e vir
Do ser e não-mais
Vira barco à deriva
Ao sabor das ondas
De um mar calmo
Ou de ondas bravias

E num piscar de olhos o amor
Se esvazia
Vira outra coisa morna
Ou fria
Cadê o brilho nos olhos?
Eclipsou-se
Cadê o sorriso?
Foi pra outro rosto
E alegria
A magia
A leveza de ser?
O tempo levou de forma impiedosa

O viço da pele?
Esse ainda vai perdurar
À base de um tratamento estético

A verdade sempre aparece
Ninguém engana um coração por muito tempo
A razão até argumenta
Quer fazer durar o que já não existe
Mas
Quem ama sabe quando
Quem deixou de amar só ludibria
Reconhece a carícia fugidia

Entende que o tempo é de hibernação


Porque se enclausurar é preciso
Mesmo que por alguns dias
Até que a alma se aquiete
Que o brilho do olhar se recupere
E que a gente entenda
Que “o que a vida quer da gente é coragem”


Para amar de novo
Para ser feliz
Para tirar do coração o travo de fel


O que a vida quer da gente é coragem

• "O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem."  (João Guimarães Rosa)


O amor chega imprevisível
Tira do coração o travo de fel
Alimenta a alma
Reconforta o coração
Bota brilho nos olhos
Sorriso na cara
Leveza nos passos


O amor muda tudo
Até o calor do corpo
A pele macia e quente
Quer se aninhar de contente
O viço renasce
Até em quem já o perdeu há mais tempo

Quem não se fecha em copas
Ao sentimento
Quem não deixa o medo calar as emoções
Sabe do que o amor é capaz
Os dias nublados são lindos
Os chuvosos são ternos
Calor
Frio
Tempestades com raios e trovões
Tudo tem magia
Significação
São sinais de vida
Avisos divinos
Tudo é cumplice do querer bem


Mas tudo na vida
“Esquenta e esfria
Aperta e afrouxa
Sossega e desinquieta”

E o coração fica à mercê
Desse ir e vir
Do ser e não-mais
Vira barco à deriva
Ao sabor das ondas
De um mar calmo
Ou de ondas bravias

E num piscar de olhos o amor
Se esvazia
Vira outra coisa morna
Ou fria
Cadê o brilho nos olhos?
Eclipsou-se
Cadê o sorriso?
Foi pra outro rosto
E alegria
A magia
A leveza de ser?
O tempo levou de forma impiedosa

O viço da pele?
Esse ainda vai perdurar
À base de um tratamento estético

A verdade sempre aparece
Ninguém engana um coração por muito tempo
A razão até argumenta
Quer fazer durar o que já não existe
Mas
Quem ama sabe quando
Quem deixou de amar só ludibria
Reconhece a carícia fugidia

Entende que o tempo é de hibernação


Porque se enclausurar é preciso
Mesmo que por alguns dias
Até que a alma se aquiete
Que o brilho do olhar se recupere
E que a gente entenda
Que “o que a vida quer da gente é coragem”


Para amar de novo
Para ser feliz
Para tirar do coração o travo de fel


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