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Silvio Luiz Titato






Que dó!

   Amigos e eu numa de nossas conversas de bar entre filosofia e sarcasmo discutíamos sobre o sentimento de dó e fui para casa pensando no assunto, e concluí: Dó é um sentimento que inventamos para não se fazer nada. Ou seja: muitos de nós, e eu também, não nego, muitas vezes, para não se fazer nada, resolvemos nos envolver de um "enorme" sentimento: o dó. É como se ao senti-lo, tenhamos feito nossa parte para ajudar alguém ou ajudar os problemas que o mundo passa... Um exemplo bem comum: vimos um mendigo caído na rua, passando fome, logo dizemos: “Que dó!” E saímos todos repletos de bondade por termos sentido algo, mas não fizemos nada. Sentir dó é bem diferente de se ter atitudes altruístas.
   Tem também outro lado deste “sentimento”. Percebo que as pessoas que muitos sentem dó, na maioria das vezes, são pessoas que aceitaram a condição de serem sempre ajudadas e já não fazem nada por elas mesmas. Esse tal dó é um mal que limita muitas pessoas a se condicionarem na inércia de suas existências e já não lutam por mais nada. Suas vidas são baseadas no dó dos outros, na ajuda alheia que as impossibilitam de darem passos com suas próprias pernas, quando, é claro, vimos que teriam condições de fazê-los. Óbvio que o exemplo citado neste parágrafo não se refere quando a ajuda é necessária.
   Que dó deste dó! É um sentimento ou emoção, ou seja lá o que for que de nada serve tanto para quem sente quanto para quem é “vítima” deste dó.
 Oh dó...

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