Tiago Correia De Jesus






Um tempo, certo tempo.

Certo tempo, um tempo certo eu contei,
Já falava ao amor, que queria paixão
Daquelas que há dias não sentia
Pedir, insistir e até chorei por amor

Em versos, em prosas ou em parágrafos
Queria mesmo um amor, para amar na Bahia ou na África,
Quebrar limites, romper fronteiras,
Mas o ideal seria viver um conto de fadas,

Foram tantas lágrimas, tantos pedidos,
Múltiplos outonos, tantos dias, alguns berros,
E um lado vazio no peito, neste meu peito...
Então, o amor veio e então foi o fim do caminho,

As lágrimas de vontade converteram-se em desejo,
Os outonos tornaram-se invernos, que traz lágrimas do céu,
Todos os dias, todas as noites, sempre...
Pedras, pau e mais pedras, ruínas antigas caindo assim tornou-se o meu coração,

A dor, imensa dor que se alojou dentro de mim,
Gigantesca vontade, e o silêncio dessa sua voz,
Acabou, destruiu, afogou e me matou,
O nunca só se estende cada vez, e o jamais se solidificou mais e mais...

Agora desvio a rota e peço choro, e grito ao anjo mau,
Devolva a minha paz, restaure meus dias, e assassine a minha paixão de vez,
Além do mais o jamais está presente, sempre, sempre...
Dias de imensa dor no peito do poeta se estende e mata a alma amante.

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