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Erwelley C.de Andrade






Insensata

INSENSATA
 
Extraviada e sem realidade, passada num escuro interior
Que me joga de repente ao léu de um passo frouxo.
Desgarrada e numa direção que nem eu sei onde vai dar
Senão num beco transfigurado.
Envergonhada e com o nariz avermelhado,
 Respira calada lentamente pra não ser notada.
Vida e outra vida, restos de uma comida, suco amargo e azedo...
Ar sem amar, despenteada com cabelos ao vento, descontente.
Maldito fôlego que teima em falhar e me fazer passar por...
Dramática desnorteada... Fadiga.
Quanto vejo ao longo dos dias, a íntegra do sol e de noite a lua,
Possuo muito menos que um fenômeno da errônea a avó natureba
Sem fazer mais que reclamar dos segundos disfarçados em anos de espera.
Como uma águia no sertão, sem grãos e sem fuga nas migalhas da sobrevivência.
Sinto mesmo instinto de quem mal consegue discar o zero
Pra chamá-la no inferno.
Fogo sem queimar a roda dos costumes me prende na imensidão de tentar
De debaixo do sol e no seco do vento,
O alento do entanto firmamento por ser apenas igual ao que fui crucificada por ser por nada insensata.
 

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