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Vicência Jaguaribe






Espera longa e inútil

Adornou-se de colorida opala,
Abriu as varandas da sala,
Acendeu os lustres e esperou.
Os cabelos, o vento os desfez
O vestido, a chuva o manchou .
 
Fechou as varandas e recolheu-se.
 
Cobriu-se de azul-marinho
Acendeu o abajur e esperou
Perdida numa vereda do caminho.
O tempo pôs-lhe prata nos cabelos
E apergaminhou-lhe o espelho.
 
Cansada da triste delonga
Apagou o abajur e absorveu-se.
Fora a espera por demais longa.
 
Na vertigem do contratempo
Cerrou olhos, ouvidos e boca.
O coração, já então caixa oca,
Completou o trabalho do tempo.
 
 
 
 

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