Maicon da Silva Carlos






A manhã

Divirto-me com essa neblina que a manhã me traz ao sair no portão e aos poucos vão sumindo, quando o sol resolve aparecer. Ouço os gritos do padeiro que vem vender o pão não tão saudável, mas sempre bem apetitoso. Ele agradece, eu agradeço, sem motivo, afinal eu paguei pelo mesmo, mas pela educação que se torna, com o tempo, incondicional.
 
Entro novamente, o pão já está frio, a manhã é fria, a cesta de pães não o aquece, mas não tem problema, o hábito é maior que qualquer vaidade. A manteiga não derrete. Ora! É margarina, e lá vem novamente o hábito, mas esse é de usar as mesmas palavras, apenas porque as coisas são parecidas. O cheiro do café dá um ânimo pra qualquer dia, em qualquer estado que o corpo se encontre. Mesmo que acordemos mais cedo do que o normal.
 
A falta de um jornaleiro por perto faz me reportar ao computador mais cedo do que deveria. Nada novo. Xícara na mão, fumaça saindo, e as mesmas notícias. Morreram ontem, tantos, nossa! Amanhã talvez mais, menos, morrem sempre mais do que o necessário e nascem também. Desviaram tanto dinheiro, com o desvio financiaram, indiretamente, talvez, a prostituição, mais violência, drogas, armas, mais mortes, essas lá pro mês que vem, ou mais. 
 
É melhor sair do computador, ligar a tevê, mais mortes não... Um desenho... É, preciso voltar aos meus sonhos mais um pouco, antecipei demais o meu dia.
 

 

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