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Arlete Meggiolaro






Paixão e AMOR



 
Paixão protuberância calosa.
Botões de madrepérola.
Ensaio da vida.
 
Amarguei o adeus à alegria.
Olho triste à despedida.
Guerreio com o desordenado
aperto da ebulição amargosa.
Sinto a ferrugem do abandono
carcomer o eixo deste meu astro corpóreo.
A paixão esvai pálida cambaleante
vencida.
 
As horas entram tímidas e apreensivas
Não se permitem ser a platéia do Adeus!
 
Cerrei o  cortinado drapeado
dos olhos do coração carente,
para não assistir o amargurado aceno
da partida silente.
 
Abatida, miro meu espectro
na transparência adamantina d'água.
O afluxo me anima à vida.
Atocham, no lugarejo do âmago,
o tom da emoção,
 despertando o ensaio da vida
 ao som realejo.
 
Ofegante, a errante Paixão,
 se declara ao Amor.
Festim no camarim!
Os nubentes se alojam nas vitalícias
pétalas róseas da nossa pele.
Os audazes cônjuges, com malícia, 
inoculam , em nós,
o veraz excelso.
 
No refúgio paradisíaco
os botões de madrepérola
se assanham...
 
© Arlete Meggiolaro
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