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Jandira Zanchi






CIÊNCIA MÃE

folhas de outono despedida na fronteira
sem lágrimas socorro-me do inverno
fastio de primaveras longas e áridas
vazias calientes de suor e esperança

exponho-me nas três vertentes do norte
ligeiras incomodas espalmadas de fé e cânticos
devassadas nas meias luas dos silêncios sem vértices

arremessos de vidas que não se conjugam
transpassam os meios as faces as nádegas
besuntam-se de um óleo maligno e incolor

ansiosas por estios de poucas armações e afrodisíacos
apenas os que se deparam com os ares sintéticos
difusos confusos ameiados de formas fáceis
colorido pausterizado de pastéis furta cor

urgente é o passo ao novo compasso
indiferente se te louva ou ignora ou besunta-se
de óleo oliva de sedentas pós eras
que diferença?

apenas a ciência mãe da tua sina menina
frondosa esparsa em degraus metálicos e mármore
oniscientes de um verídico prazer.

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