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Robespierre Simões






SEXO

A bunda da Raimunda
(Letra e Música de Pierre Simões)
ISRC BRR201000009
 
A bunda da Raimunda é uma coisa graciosa
Bem certinha e fogosa, mais um tanto assim manhosa.
Eu sonho poder um dia apertá-la um bocadinho
Nem que fosse de levinho na fila do mercadinho
 
A bunda da Raimunda se encaixa assim certinho
Na cadeira de balanço quando vai lá ao parquinho
Faz inveja nas moçoilas, nas lolitas do internato.
Faz parar o movimento, fecha o trânsito, no ato!
 
A bunda da Raimunda já inspirou compositores
Os poetas desregrados e também os escritores
Já foi capa de revista de moda e fofoquinha
Faz escola entre as bibas, querem uma igualzinha.
 
A bunda da Raimunda já posou para pintores
Já foi tema de novela, também tese de doutores
Candidato a Pitanguy já pediu pra ver de perto
Como pode haver no mundo, algo assim tão belo e certo?
 
A bunda da Raimunda é cantada até nos bares
Cobiçada como ouro, referência em jantares.
Quando vai à academia, essa sim, impõe respeito!
Tem gente que vai embora, de vergonha e de despeito.
 
A bunda da Raimunda é um dom de Deus pra ela
Que o tempo leva embora, sem dó, sem muita querela.
Vai saber fazer bom uso, se tiver sabedoria.
Uma poupança e previdência para a aposentadoria
 
  
A minha gata é atleticana
(Letra e Música de Pierre Simões)
ISRC BRR201000010
 
A minha gata é atleticana
E eu só torço pro cruzeiro
Mas quando o galo vai em cana
Ela emburra o dia inteiro
Não vai me dar a sua xana
Me manda lamber o cinzeiro
 
Mas quando a rede balança
E o impossível acontece
Ela me goza e não se cansa
De festejar numa quermesse
Depois que enche a minha pança
Me beija que me enlouquece
 
Quando tem clássico
Lá no Mineirão
Emperiquita-se de branco
E preto de montão
Em segredo eu fico quieto
Tenho que ficar discreto
Não levar um fora, não!
 
E rói as unhas
Sofre que nem condenada
Me dá uma lapada
Vê seu time ir pro oeste
Tenho que ficar calado
Quando vejo o azul celeste
Fazer canja com o danado
 
A minha gata é turrona
E eu sou muito impaciente
Faz da minha vida uma zona
Me deixa com a cabeça quente
Mas quando fica peladona
Esqueço tudo e vou em frente
 
Mas quando a rede balança
E o meu cruzeiro faz bonito
Ela me xinga e não se cansa
De fazer greve pro bendito
Mas quando dou uma aliança
O nosso love é lá em Quito
 
Quando tem clássico
Lá da seleção
Emperiquita-se de branco
E verde, azul não!
Amarelo noite e dia
Mas com a estrela-guia
Do primeiro campeão
 
E rói os dedos
Sofre como escravizada
Me dá uma cacetada
Mas se o canarinho ganha
Tenho que dar conta dela
O seu fogo não tem manha
Faz amor como donzela
 
 
Aprendi a lição
(Letra e Música de Pierre Simões)
ISRC BRR201000006
 
Eu transei todas
Eu comi todas
Sempre que trepo não me importo de ser tão machão
Com as meninas nunca deixo o meu coração
Se bobear de novo eu molho até o seu colchão
 
Dispensei todas
Arrasei todas
Sempre que posso magoar eu nunca tenho dó
Eu faço jus à minha fama e ter um bom gogó
De implacável pegador e nunca estar só
 
Um belo dia
Soberbo dia
Eu dei em cima de uma linda moça do liceu
Pra meu espanto prontamente me correspondeu
E fomos juntos pro motel de um camarada seu
 
No rala e rola
Com toda a bola
Eu quis fazer sessenta e nove com todo o tesão
Mas dei de cara com uma geba de arrastar no chão
Me apontando bem na cara, já em ebulição !
 
Passado o susto
Com muito custo
Eu quis saber o nome dela e me disse então
Cheia de manha, com voz meiga de cortar mamão,
Que adivinhasse, se pudesse, com um grande beijão.
 
Deu uma risada
E uma piscada
Ela queria dar também seu lindo coração
Eu fui embora sem demora e sem pedir perdão
E muito menos nem um simples aperto de mão
 
Ficou nervosa
E furiosa
E espalhou pra todo mundo e pôs no Estadão
Que eu era um bronco, enrustido e brocha de montão.
Que só no terra eu funcionava, e mesmo assim, lerdão
 
Pra meu tormento
E desalento
Fiquei com fama de viado e de bofe anão
Nem as lolitas me quiseram dar sua atenção
E foi bem feito que agora aprendi a lição.
 
 
Brinquedinho da Madona
(Letra e Música de Pierre Simões)
ISRC BRR201000001
 
 
Eu também quero ser
Eu também quero ser
Brinquedinho da Madona
Eu também quero ser
 
Eu também quero ser bonito e musculoso
E arrancar doces suspiros de paixão
Eu também quero ser chamado de gostoso
E afagar meu ego na televisão
 
Eu quero pela mídia ser paparicado
E fazer doce quando querem me falar
Eu quero ter status de chefe de estado
E só desfilo quando podem me pagar
 
Eu também quero ser
Eu também quero ser
Brinquedinho da Madona
Eu também quero ser
 
Foi Deus que me presenteou com a sorte grande
Contudo há sempre um preço a pagar
Pular a cerca nem pensar, nem ser galante,
E dispensar a namorada a praguejar (velha ridícula!)
 
Na sua cama eu sou mais que desejado
Eu sou mais um, eu sei, mas não que eu me importe,
Eu ficaria também de bico calado
Se eu ganhasse um apartamento em Nova Iorque
 
 
Coisas de mulher
(Letra e Música de Pierre Simões)
ISRC BRR201000008

Ela está amarrando a perereca
E já avisou que não quer dar pra mim
Mas fica me roçando na cueca
Deixando um cheiro forte de jasmim
 
E ainda diz que não quer ter romance
Que aprecia mesmo é ficar
Mas quando chega perto e rola um lance
Exala estrogênio de arrasar
 
Quando chega de tarde, se perfuma, se lambuza,
Com todo tipo de creme, óleo, banho de essência,
Passa tinta no cabelo, faz chapinha e ainda abusa,
Da minha benevolência
 
Quando vem a TPM, nem São Jorge chega perto,
Ela vira uma onça, grita, xinga, se enfurece,
Quebra o espelho do banheiro, corro risco quase certo,
Toda vez que amanhece
  
 
Ela tá mocozando a perseguida
Se faz de santa só pra enganar
Mas quando tira o véu de margarida
A pomba gira bota pra quebrar
 
Agora eu sei como lidar com ela
Domei de vez a fera de montão
E quando não quer ser minha costela
Eu chamo Deus, me faço de Adão.
 
Quando chega de noite, se maquia, se transmuta.
Como quem vai a um desfile, se sentindo a mais gostosa,
Já sonhou em ser modelo, fantasia em ser puta,
Fica assim toda dengosa
 
Quando vencem as contas, ai de mim se fico perto,
Ela vira uma mula, me dá coice e se enraivece,
Quebra a pia da cozinha, corro risco quase certo,
Toda vez que anoitece
 
 
Dipirona
(Letra e Música de Pierre Simões)
ISRC BRR201000005
 
Ali na quadra cinco barra sete em Sobradinho
Na rua lá do Banco do Brasil e das feirinhas
Parei o meu Escort na farmácia ali pertinho
Comprar um sal de frutas e também umas balinhas
 
Lá tinha uma dona que beirava os quarenta
De dores reclamava e suava como bica
Queria um remédio prum calor que só esquenta
Não saber explicar porque não passa essa xica
 
O pobre balconista não podia dar na vista
Sabia que o problema não era de dar remédio
O jeito dela revelava ser materialista
E sozinha vivia, empanturrando-se de tédio.
 
Então ela pediu um pouco só de dipirona
Pra dor e enxaqueca, faz passar esse calvário.
Depois que foi embora, após pagar, a rica dona,
Não pude me conter e fiz um breve comentário
 
Ela precisa é de piroca, é de piroca, é de piroca.
Não é preciso dipirona, é de piroca que ela precisa. 
Ela precisa é de piroca, é de piroca, é de piroca.
Não é preciso dipirona, é de piroca que ela precisa.
 
Pra dores de cabeça não tem lá coisa melhor
Pra pele mais sedosa e cabelos mais macios
Pra sorriso mais branco e refinar o seu suor
Pra todos os humores e pra todos os cios
 
 
Ela me deletou do orkut dela
(Letra e Música de Pierre Simões)
ISRC BRR201000007
 
Ela me deletou do orkut dela
De fato sem qualquer explicação.
Me bloqueou também, me pôs na cela,
E depois congela,
Não quer papo não
 
Será que eu falei muita bobagem
Do tipo “mas que gata, meu irmão!”.
Talvez eu tenha tido uma viagem
Um sonho de coragem
Ou alucinação
 
Será que ela não gostou da minha foto
Com uma cara de safado
Um coroa assim pirado
Hippie ultrapassado
Tipo acabado
Ou mesmo detonado.
 
Será que pensa que eu já não dou no couro
Que eu não corro maratona
Que eu tô brocha e vou à lona
Curto só a nona
Ando de carona
Só saio com mona
 
Ela me deletou do orkut dela
No ato e o fez com muita questão.
E só me fez descer pela goela
Até à moela
A minha paixão
 
Será que eu sonhei muito acordado
Estar nos braços dela de montão
Talvez eu não tivesse perguntado
Se estava vago
O seu coração
 
Será que ela só prefere pop rock
Pós moderno incrementado
E um garotão apessoado
Forte e sarado.
Tanquinho malhado
E também antenado. 
 
Será que pensa que eu só gosto de bolero
De mambo ou discoteca
Fico danado da breca
Curto som de jeca
Ando só de beca
De pitibiriba neca
 
  
No pé da mexerica
(Letra e Música de Pierre Simões)
ISRC BRR201000003

Ela nasceu menina em berço de ouro
Numa família cheia de amor pra dar
A mãe galega e o pai de sangue mouro
Com um patrimônio financeiro de invejar
 
Mas os pais dela desejavam um menino
E a vestiram de garoto Joãozinho
Um bonezinho e um chicote pequenino
Cabelo curto e moletom azulzinho
 
E foi crescendo entre casacos de couro
As grandes botas ela só queria usar
Na adolescência bateu num moleque louro
Que lhe beijou e só pediu pra cortejar
 
Foi quando se enamorou de uma milica
Uma tenente da arma de cavalaria.
Ficou maluca de tesão, pobre pudica
A pele quente e ouriçada só ardia
 
E lá no pé da mexerica
Ela tocava siririca
Só pensava na milica
De farda e cinta-liga
 
E lá no pé da mexerica
Ela tocava siririca
Dia e noite ela fica
A desejar a rapariga
 
E lá no pé da mexerica
Ela tocava siririca
Só pensava na milica
E na sua periquita
 
E lá no pé da mexerica
Ela tocava siririca
Sonhava em ter uma pica
Pra meter na mariquita
 
Tomou coragem e se declarou pra ela
Em alto brado, cheia de muita paixão.
Só não contava com uma certa querela,
Que iria só partir seu doce coração
 
A tal tenente disse, muito educada,
Que só gostava só de homem bem machão
Com uma rola enorme, grossa e destacada,
Sapata não era bem o seu tipo, não
 
A pobrezinha ficou muito arrasada
Como os meninos você não deve chorar
Engole o pranto e siga em frente bem calada
Outros amores virão sem se demorar
 
Mas o primeiro amor a gente nunca esquece
Nem o desgosto e a tristeza de um não
De vez em quando ela se lembra e se aquece
E vai ao setor militar no seu carrão
 
E lá no pé da mexerica
Ela tocava siririca
Só pensava na milica
De farda e cinta-liga
 
E lá no pé da mexerica
Ela tocava siririca
Dia e noite ela fica
A desejar a rapariga
 
E lá no pé da mexerica
Ela tocava siririca
Só pensava na milica
E na sua periquita
 
E lá no pé da mexerica
Ela tocava siririca
Sonhava em ter uma pica
Pra meter na mariquita
  
 
O buraco da fechadura
(Letra e Música de Pierre Simões)
ISRC BRR201000002
 
Fazia tempo que eu queria chegar junto e sentir o cheiro doce da gostosa da vizinha
Chupar aqueles seios lindos moreninhos, bem feitinhos, bonitinhos, esculpidos na reguinha.
Mas a danada sabe que é desejada, não dá bola, nem dá papo, muito menos um bocado.
Está guardando para um cabra a quem agrada, bem dotado, endinheirado e com um carro importado.
 
Fiquei sabendo que ela vai casar de branco,
Com muita pompa na Igreja do Rosário
Ganhou vestido de uma dona lá do banco, uma jóia, um pingente e um bambolê de otário.
 
Ela marcou de passar lá na massagista pra fazer uns arremates no seu corpo de sereia
Pintou as unhas, fez também mais uma lista das coisas que só faltavam pra fazer um pé-de-meia.
Fiquei de alcova atrás da porta da madame pra olhar na fechadura o buraco e então pasmei
Ela nuinha, gostosinha, tesudinha, uma bundinha empinadinha, só Deus sabe o que eu passei.
 
E depilou a bacurinha com afinco
Fazendo um coraçãozinho aparecer
Depois se perfumou Chanel número cinco, se vestiu, depois sorriu, se despediu, feliz pra ser.
 
E ao entrar à noite no átrio da Igreja, linda, estava sorridente, sob as luzes do altar.
Morri de inveja do seu noivo reluzente, parecia um presidente com seu terno a brilhar.
Então o padre abençoou as alianças, desejou muita esperança e declarou de uma vez,
Marido e mulher agora estão casados, então disse para o noivo, a noiva ele beijar.
 
Eu só pensei no buraco da fechadura
Onde a vi pura prestes a se entregar
É um segredo que eu guardo com esmero, nem a Deus, assim espero, jamais vou-lo revelar.
 
 
Onde foi que eu errei
(Letra e Música de Pierre Simões)
ISRC BRR201000004
 
 Onde foi que eu errei
Onde foi que eu errei
Eduquei como sabia
Com exemplos noite e dia
Mas o meu filho é gay
 
Onde foi que eu errei
Onde foi que eu errei
Fiz de tudo o que eu podia
Garanhão, pensei, seria!
Mas o meu filho é gay
 
Bebezinho já coçava
O seu saco na mamada
Não tinha vergonha, não.
Em seguida arrotava,
E com um gesto então mandava
Ligar a televisão
Vale-tudo assistia
Futebol, só quando havia,
Clássico da seleção
Roncava quando dormia
Sonhava com a sua tia
E com um baita de um carrão
 
Já menino arrasava
Com as garotas sempre estava
Na pelada era o cão
Era muito admirado
E também idolatrado
Mandava um violão
Mas também não dispensava
Pra porrada só chamava
Um moleque grandalhão
E sua fama então crescia
Um mito então nascia
Pra orgulho do paizão!
 
 
Onde foi que eu errei
Onde foi que eu errei
Eduquei como sabia
Com exemplos noite e dia
Mas o meu filho é gay
 
Onde foi que eu errei
Onde foi que eu errei
Fiz de tudo o que eu podia
Garanhão, pensei, seria!
Mas o meu filho é gay
 
Eis que um dia claro e quente
Assim meio diferente
Chamou a minha atenção
Deixou crescer os cabelos
Fazer coleção de selos
Trabalhar em um salão
Botou roupa colorida
Comprou da sua prima Cida
Uma sandália de dedão
Pôs um brinco na orelha
Isso foi só uma centelha
Que enfartou meu coração
 
Quis saber qual foi o motivo
Pra me dar um lenitivo
Da grande transformação
Disse-me que era a hora
De sair logo agora
Do armário em questão
Explorar novas tendências
E novas experiências
Só importava desde então
E feliz só se sentia
Quando dava e só pedia
Um amor sem restrição
 
Véia assanhada
(Letra e Música de Pierre Simões)
ISRC BRR201000011
 
 
Mariazinha nasceu lá em Pernambuco
Na casa de Seu Nabuco
Filha de Seu Josimar
Sua família é assim muito festeira
Teve xote a noite inteira
Até o dia clarear
O batizado foi regado a muito suco
Depois do jogo de truco
Rapadura a sobrar
Veio parente da cidade de Limeira
E também lá de Pedreira
Mais o povo do lugar
 
Ficou mocinha, o que pintou de mameluco,
Gente fina, até eunuco,
Pedindo pra namorar...
Mas Dona Flora não ouviu o seu lamento
A mandou para um convento
Pra ser freira e se guardar
Ficou pudica quase a vida inteira
Ficou velha quase à beira
De morrer e não transar
Foi quando decidiu tirar o grande atraso
Fez na vila um enorme arraso
Vestida para matar!
 
Êta, véia assanhada, sem-vergonha, arretada!
Vive sempre cercada, galã a cortejar
Quando vê moço loiro, fica avermelhada,
Gosta de um bolero, mas também quer xaxar
 
Êta, véia assanhada, bem alegre e danada!
Vai ser namoradeira assim no arrasta-pé
Nunca é cedo pra ela, nunca dispensa nada
Traça todo moleque e enche a cara de mé!
 
A sua fama já chegava a Recife
Mas comeu cebola e bife
Morreu sem pestanejar
Sua família é muito religiosa
Ladainha foi chorosa
Até o dia clarear
O enterramento foi regado a muito muco
Junto com o relógio cuco
Que gostava de guardar
Veio parente da cidade de Limeira
E também de Cachoeira
Mais o povo do lugar
 
Foi recebida lá no céu por Pedro, o Santo,
Teve até por ela, encanto,
Pedindo pra namorar
Mas ela tinha muita culpa no cartório
A mandou pro purgatório
Pra ser virgem e se guardar
Ficou pudica quase a eternidade inteira
Ficou nova quase à beira
De nascer e não transar
Foi quando decidiu tirar o grande atraso
Fez no céu um enorme arraso
Nua pra ressuscitar!
 
Êta, véia assanhada, sem-vergonha, arretada!
Vive sempre cercada, galã a cortejar
Quando vê anjo loiro, fica azuretada.
Gosta de uma harpa, mas também quer xaxar
 
Êta, véia assanhada, bem alegre e danada!
Vai ser namoradeira assim lá no cabaré
Nunca é tarde pra ela, nunca dispensa nada
Traça todo diabo, e querubim, vai na fé!
 

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