Arlete Meggiolaro






Meu Amante...

 

 

 

Meu Amante...

 

Meu amante silêncio,

fiel, compreensivo, venerador.

Delineador de traçados

aguados, magoados,

ativos, atrevidos,

amorosos,  apaixonados,

sagaz e audaz.

Sempre que o encontro

espreito a roupagem da bagagem

que consigo traz.

Deparo

com "gasparzinhos" atormentados

sonhos incompletos, sonhos sonhados,

causas feitas, refeitas e desfeitas

e o ser em mim  para mim.

 

Com seu jeito matreiro,

me envolve ora em sedas,

ora em bandagem.

Ou me faz melancólica,

ou inteira faceira.

Sob a poesia dessa bucólica sintonia,

leva-me pelas ruas, ruelas,

avenidas, becos, rodovias e passarelas

em busca das respostas,

mesmo que sejam estas

ora falantes, ora silente.

Ala-me para o vôo no céu da razão

entre as nuvens salientes algodoadas,

dissipa as negras intempéries do âmago

que rolam em prantos.

 

Eu o amo com fervor,

meu fiel amante silêncio,

adoro seu versejar adocicado

em momentos eloqüentes.

Me cativa ao encontro admissível

com a razão  plausível.

Ao encontrar entre seus tesouros

a atitude da dourada resolução,

gozo a plenitude do nosso convívio.

 

Me busque, meu amante silêncio,

leve-me ao refletir estrelar,

mas não silencie aqueles que eu Amo.

 

© Arlete Meggiolaro

 

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