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Ilza Maria Saldanha Ribeiro






O Preço do Menosprezo

[Conto] O Preço do Menosprezo_Olá, posso dar uma palavrinha com o Senhor?_Agora não é possível, com vê estou tratando de um assunto com um cliente._ Mas eu prometo que não vou tomar muito tempo! O que tenho a lhe falar é inteiramente do seu interesse._ Eu já disse que não tenho tempo para você agora, seja compreensível Catarino e volte para o seu trabalho! Você parece mesmo um grude, vive a me chamar a toda hora! Que saco!_ Está bem, depois não vai ficar arrependido! Odilan continuou a conversa com seu cliente, enquanto Catarino cantava alegremente sua música preferida e limparva os vidros da janela do escritório, do qual dava para ver o jardim com suas perfumadas flores e toda a garagem que por sinal estava aberta. Catarino, dá pra cantar mais baixo! Eu não aguento mais essa sua música parecendo vitrola velha quebrada! Passados alguns minutos o Senhor Odilan chega diante de Catarino e pergunta:_ Catarino, eu preciso sair, se chegar alguém me procurando fale que não demoro! Mas antes eu gostaria de saber: ainda há pouco, enquanto eu conversava com um dos meus clientes, você queria falar comigo, o que era?_ Já era patrão!Sair de que jeito patrão? Ah patrão, agora é tarde!_ Como assim? Tarde, por quê?_Olhe lá! Sua garagem ainda  permanece aberta!_ E onde está o meu carro?_ Não tenho a menor ideia! Alguém abriu a garagem, ligou o seu carro e saiu como louco! Bem que eu tentei avisá-lo, mas não me deu atenção... Seu carro uma hora dessas já deve estar pra lá do beleleu!_ Não pode ser! Acabei de tirar aquele carro na concessionária, custou uma nota, vem um salafrário e o rapta de dentro de minha própria garagem!? É de arrombar, será que eu mereço?_ Se o senhor merece não sei, mas que eu tentei avisar e daria tempo para chamar a polícia, isso daria, sim!  Mas patrão não tem tempo para faxineiro... Fazer o que né?  O patrão de Catarino ficou uma arara, procurou a polícia, mexeu e virou-se, porém o caso não deu em nada e ele foi quem ficou no prejuizo, sem o seu carro novo. Os dias se passaram... Odilan, patrão de Catarino mudou-se de endereço. Morava ao norte e por causa do seu trabalho teve que ir para o sul. Alugou uma casa grande, bonita e numa daquelas manhãs lindas de verão estava ele e sua amada tomando sol no gramado à beira da piscina, enquanto Mirnia servia-lhes suco com biscoitos... Quando de repente entra Catarino correndo... Patrão... Patrão... Venha rápido! Tenho algo a lhe mostrar... _ Espere um pouco Catarino, estou conversando algo importantíssimo com minha esposa...Enquanto isso Catarino fica a esperar... e mais uma vez  acontece o inesperado, homens encapuzados entram no quarto do casal, leva todas as jóias da esposa. O faxineiro volta para suas atividades, quando tropeça em um grosso cordão de ouro no chão do corredor que liga a sala de visitas ao quarto, sai correndo ao encontro de sua patroa para entregar a jóia._ Como esse cordão foi parar no chão corredor, meu prestativo rapaz, se somente eu e Odilan sabemos o segredo do cofre? _ Ah minha senhora, eu não sei lhe explicar!Assustada a patroa corre para o quarto e encontra seu cofre vazio._ Quando os bandidos entraram na casa eu tentei avisar, mas ninguém escuta conversa de faxineiro!_ Catarino parece que você não tem sangue nas veias, chama a gente com uma frieza que ninguém nem imagina que esteja acontecendo algo tão grave!_ Ah patrão, sou uma pessoa extremamante inteligente! Assim que entrei nesta casa o senhor ditou-me regras de comportamento dentre as quias, incluia não fazer escândalos diante de nenhuma situação, lembra?

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