Arlete Meggiolaro






Alma em cio!...

 

Alma no cio liberta,

do algoz de estúpida voz tirana e insana,

ela desata do pelourinho

a emoção escrava.

 

 

 

Alma no cio libera, sem lamentos,

os sentimentos, em burburinhos,

da bravata solidão mal-amada.

 

 

 

Alma no cio no fulgor da paixão

cúpula com o frenético Amor,

outrora, ele, caminhante do deserto

das noites mórbidas, gélidas

elaboradas pelo vazio do corpo-estrelar.

 

 

 

O Amor, no gozo pleno,

despoja o sêmen das virtudes amorosas

no ventre da desejosa Alma.

 

 

 

Ali, na fertilidade paradisíaca,

se metamorfoseiam os desencantos

em encantos

e sob o cântico bucólico

do existir,

pari a verossímil, sem rímel,

a pura certeza

do querer amar sem se conter!...

 

 

 

 Você, tesouro dos meus recônditos,

em seus ditos benditos

 celebrou o acasalamento

da Alma com o Amor.

 

© Arlete Meggiolaro

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