Apelido:

Senha:


Esqueci minha senha







Arlete Meggiolaro






Venha amor!...

Com o estrondo do trovão-silêncio, o céu pranteia.

Sob esta vasta cortina tempestiva o reencontro.

Estamos ensopados pelas vivências do passado!

 

Segure minha mão,

entremos neste casarão abandonado.

Veja os bordados das teias...

Ali um candelabro jogado.

Do flagelado teto

vertem pingos e respingos

escrevendo triste melodia

nas linhas da poça,

sobre maltratado assoalho.

 

Venha pra junto de mim...

tire meus pés do alagado.

Estou com frio.

Acenda minha lareira.

Aqueça-me

Amor!

 

Venha para junto de mim

seque-me do encharcado vazio.

Remodele meu casarão-coração

com afeição, seu artesanato.

Enxugue, do teto deste meu olhar,

a solidão em pingos.

 

Envernizemos com  a calda caramelada

dos nossos sonhos,

 o assoalho do sentimentos.

Troquemos a canção tormento

pela melodia sincera do envolver.

Com as teias enroladas em carretel,

teceremos a toalha para a ceia.

Sobre ela acenderemos o candelabro

das nossas juras,

de unidos vivermos o absoluto,

em nós, de nós e para nós.

 

Ah, estar em você

outrora de mim foi roubado.

 

Venha Amor,

leve-me para sua seara  do sempre!

 

© Arlete Meggiolaro

 

 

 


Tempo de carregamento:0,04