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Simone Costa






FUTEBOL - PONTO DE VISTA FEMININO OU FEMINISTA?

Homem gosta tanto de futebol, dessa coisa de ir pro estádio, de assistir o jogo no payperview, de "Bola Cheia" e " Bola Murcha", de ouvir o jogo pela Rádio Globo…

Tudo começa, exatamente, no início da semana: Domingo, o futebol que começa com a rodada à tarde, se estende pelo início da noite e vai até a hora de dormir com  Mesa Redonda.  Se o time perdeu, a semana começa tímida, chata… e, para nós (mulheres), resta aquela sensação de que este dia tem menos de 24 horas, o que culmina com a musiquinha do Fantástico e aquela sensação de nada feito. Se o time adversário foi pior, a semana começa com a sensação de missão cumprida, peito estufado… lá vão eles pelas ruas e avenidas com o passo firme,  felizes e vencedores. A gozação da galera e a tiração de sarro, além de todas as sensações oriundas do domingo,  perduram até quarta-feira…

Quinta-feira é dia de happy hour com a galera, e happy hour que é bom acontece numa quadra de futebol.  Aquelas que a turma se junta e aluga pra  depois de bem suados compartilharem o churrasquinho. Beleza: o cidadão chega em casa todo arrebentado, caindo de morto e – de quebra – trás aquele uniforme fétido pingando de suor.

Eu até gosto de futebol. Aliás, acredito muito que a garra masculina comece a se desenhar lá na infância quando os meninos  aprendem o que é trabalho em grupo e competição nas peladas de rua. Enquanto nós estávamos brincando de casinha e de boneca eles estavam lá se preparando para a “vida de verdade”: aprendendo a jogar.

E por que não aprenderam? Eu sempre me pergunto e lamento que os homens não tragam consigo todo esse aprendizado para o dia-a-dia e – principalmente – para os relacionamentos. Seria perfeito se percebessem que somos do mesmo time, que podemos tocar a bola um pro outro e que o mais importante (que é fazer o gol) não deve tirar a beleza do momento das jogadas conjuntas. Se eles percebessem que devem ser proativos também em casa, antecipando decisões (que muitas vezes temos de tomar sozinhas), se eles se comportassem aqui como lá, onde  cada qual tem sua posição – SIM – mas que quando é preciso até a defesa ataca, o goleiro defende um pênalti e o atacante  impede que a bola entre no gol…ah! seria  mais prazeroso.

Como era chato ficar brincando de casinha enquanto aquele menininho interessante nem nos olhava, apenas preocupado com a bola. Pior ainda é perceber que – mesmo depois que virou homem – ele ainda insite em achar que futebol  não é coisa para mulher (é assim que eles se comportam quando não se permitem “jogar conosco”) e que devemos, sim  cuidar da casa e das coisas práticas do relacionamento sozinhas (como se ainda brincássemos de casinha).  Mal sabem eles que estamos aqui  batendo um bolão e – de quebra -  não nos fechamos na posição na qual fomos colocadas. Atacamos,  defendemos – invariavelmente – somos o técnico, o treinador, o diretor do time, o estrategista e, ainda,  lavamos nosso uniforme.

Sem deixar que eles percebam que também suamos, nos deitamos cheirosas e,  mesmo quebradas (com a sensação de termos ficado no banco o tempo todo), nos permitimos uma prorrogação com saldo de gols.

Eu adoro futebol!


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