Abraão Leite Sampaio.






Jequitinhonha: seu nascer.

Jequitinhonha: seu nascer.
 
Gotas!....a escorrer pela pedra chapada,

nada menos que as remotas e belas mineiras, Serro e Diamantina

para esta formosura admirar.


Já imaginando.... o bem....a beleza e o brilhar úmido,


daquela corrente de água pelo vale a deslizar.


Que aquela terra carente do umedecer,


coberta por um manto de pedra talhada pelo vento, que a milhares de anos


vem.... nelas a tocar e o polir natural acontecer.


Dando-nos a visão de que um artesão,


esteve ali a trabalhar.


Fazendo aquelas aberturas,


facilitando a entrada do liquido


que seus afluentes venham nele despejar.


Agora já crescendo e se fortalecendo,


como que buscando... o Mar.... já querendo desaguar.


Mas não!...O espaço ainda é longo,


e muito ainda terá que ajudar.


Porque aqueles sertanejos cuja pele espelha o refregar,


naquele rosto ressecado precisa desta preciosidade,


não só para se refrescar e sua sede saciar.... mas um alimentar


para sua vida preservar.


Então há o desejo para esta corrente.... ora incolor.... ora prateada,


às vezes nos dando a impressão até de um dourado


enriquecendo este chorro por todos amado.


É que haja um longo caminho para que esta doçura venha à relva adocicar,


onde seu leito tenha sempre.... o aplainar para seu destino chegar.


Tornando uma imensidão corrente,


para aquele empedrado sertão agradar.


Fazendo um trajeto longo


até o Mar encontrar.


Onde também suas águas.... agora em salgadas irão se transformar,


perdendo-se naquela imensidão,


Dando fim àquela corrente que vem até o entristecer solar, de não vê-la mais brilhar.


Mas não se aborreça com o ir-se,


deste majestoso e caudaloso....


doce.... Mar.


Porque na grandeza do oceano


ele não se perderá.


O mel de suas águas


ainda muita coisa fará,


para as algas que cruzam fronteiras,


alimentos ele levará.


Salvas!....Para o belo Jequitinhonha,


que pra nossa satisfação


seu nascimento se deu aqui.


Nas Minas que tanto amamos,


cujo sobrenome é Gerais.


Produzindo não só o minério,


mas as grandes bacias fluviais.

                                          Abraão Leite Sampaio.

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