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Ilza Maria Saldanha Ribeiro






Circusntâncias da Vida

Tirei um tempinho para pensar em uma das coisas que gosto de fazer e resolvi escrever o seguinte texto, que se alguém se prontificar a ler e comentários fazer não custa a mim, de coração, agradecer.

Quantos tesouros escondidos no cume de cérebros humanos que não têm tempo para pensar em nada que não seja a conquista do pão de cada dia?

Cabeças topadas de planos repetitivos e ações diárias. Intelectos cansados, enfadados, mas, contudo seguram a bagagem, mantêm a qualidade de seres racionais, imagem e semelhança de Deus, e por isso, dentre os seres vivos os mais especiais. Indivíduos, porém, humanos que conseguem captar, lá no topo da alma, idéias, todavia desorganizadas, registrá-las numa lâmina de papel, que após um tempo revisto, descobre-se que não foi por acaso, e sim, um desabafo com características de obra de arte.

Tais codificações de palavras provindas do emocional, constituintes de pensamentos emersos nos intervalos de tempos empregados em execuções de tarefas resultantes de obrigações circunstanciais da vida, quer queira, quer não, entender e perceber o espinho da responsabilidade que crava, que faz vidas escravas por natureza de serem humanos. O que nem se compara á leveza de uma Cabeça livre e propensa a filosofar, mente preparada como um solo fértil, onde qualquer semente é geminada facilmente. Planta que cresce viçosa, com força para florescer, dar sombra ou produções inigualáveis. Obras investidas de cognições, cujas sementes revestidas de senso possibilitam novas criações, que virão resplandecer nos palcos e palácios da vida dos aptos a apreciarem os frutos colhidos pelos talentos, os quais por falta de tempo não foram abatidos, como ovelhas, que levadas ao matadouro deixaram de existir, ou como pássaros tristes, esmorecidos em meio ao caminho, perderam seu estilo, suas penas perderam o brilho, pararam de cantar, devido à fraqueza, sem ter com o que se alimentar.

Curiós viram miniaturas de corvos, canários aparecem em tristes cenários de calamidades: artistas que não tiveram tempo de exporem suas artes.

Artistas que não chegaram a ser por merecer devido aos talentos que lhes foram concedidos, mas pelo fato de ganharem a vida aproveitando as oportunidades para satisfazerem suas necessidades mais essenciais do que as de artistas serem pelo prazer que têm de tais artes exercerem.

Ilza Saldanha

Oliveira dos Brejinhos-BA      Ano:2009

 

  

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