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Elias Daher Junior






O banco do amor

Quando o assunto é sedução, homens e mulheres têm estratégias bem diferentes: Os homens, em geral, não conseguem disfarçar o interesse, e estão sempre prontos para o sexo. As mulheres por sua vez, sabem que possuem a chave da sedução, ou seja, para haver sexo, basta que elas queiram. Há milhares de anos que elas têm esse poder, e não abrem mão dele.

E em todos esses anos de (adorável) guerra dos sexos, a conduta de homens e mulheres tem sido polarizada: Enquanto que os homens simulam sentimentos para obter sexo, as mulheres usam o sexo para conseguir sentimento. (sabemos que isso não atinge a totalidade dos gêneros, mas ocorre de uma maneira bastante ampla)

Para se apaixonar, um homem precisa ter liberdade, assim ele sempre volta, e cada vez mais encantado. Já a mulher se apaixona quando entende que seu homem a valoriza como pessoa, além do sexo. – Isso significa que ambos precisam omitir aquilo que mais desejam para poderem conseguir: os homens devem fingir que não estão doidinhos por sexo, enquanto que as mulheres devem fingir que não querem envolvimento emocional.

Os cônjuges ciumentos são os mais traídos: Por quê?

O ciúme pode ser entendido como o medo de perder cônjuge para outra pessoa... E é um medo inóquo, porque não adianta nada sentí-lo. Um cônjuge pressionado não se torna fiel... muito ao contrário, é praticamente empurrado para os braços de terceiros.... ou terceiras: transformar a vida do companheiro em um inferno só vai fazer com que ele procure o paraíso desejado em outras searas. 

O ciúme é um sentimento inútil, que atormenta quem sente, e sufoca o outro, empurrando-o à traição. Sem dúvida, as pessoas mais traídas são as mais ciumentas.

A guerra dos sexos

Uma mulher sabe muito bem que consegue manipular seu homem fazendo-o se sentir culpado. Note que não estou dizendo que as mulheres fazem isso, mas que elas sabem que podem fazer, isso sabem... e algumas fazem mesmo. Isso acontece porque um homem mediano precisa da aprovação da sua companheira. É por isso que se diz que atrás (ou do lado) de um grande homem, há sempre uma grande mulher... – Ela está lá... empurrando... conduzindo. O homem que não obtém a aprovação, a admiração de sua esposa, fica reduzido, e as mulheres, perspicazes que são... sabem muito bem disso. É um encontro perfeito... um desejando manipular, e outro, desejando ser manipulado... funciona, mas não é saudável.

Todo mundo precisa que lhe seja atribuído um papel, e então faz de tudo para não decepcionar. – Ninguém gosta de decepcionar. Experimente dizer a seu filho que ele é inteligente... ele fará de tudo para não te decepcionar, e para demonstrar a inteligência que lhe foi imputada.

Um marido que ganha um papel funciona do mesmo jeito... vai fazer de tudo para desempenhar direitinho o que a esposa lhe atribuir. – Quando ela se mostra decepcionada, significa que ele fracassou... e isso, os homens não suportam.

Uma mulher será capaz de fazer um homem de sucesso, ou de destruir um.

As fases do relacionamento

O Despertar do Interesse é a primeira fase do relacionamento, quando os pares percebem o desejo. Essa fase produz grande insegurança em ambos, mas também faz com que se sintam vivos, estimulados a agir em função da conquista.

A aproximação é uma fase marcada pelas estratégias e simulações. As pessoas costumam se mostrar melhores do que são, realmente, para causar uma boa impressão no outro. Pode-se observar o senso de conveniência em ambos.

Paquera Nesse momento, os pares já sabem o resultado, mas estão curtindo, não entregam o jogo ainda.

Namoro É uma espécie de pódio de chegada, o ponto mais alto de um relacionamento, a partir do qual, começa a declinar. A conduta dos pares nessa fase, define o destino que o relacionamento vai ter, se vai terminar em ódio, se vai permanecer à base da resignação, ou se será marcado pelo esforço que ambos vão fazer para temperar a relação, tornando-a prazerosa, em vez de suportável.

O banco do amor

Willard Harley criou um conceito muito interessante de “Banco do Amor”, em seu livro “Ela precisa, ele deseja”. O autor afirma que todos nós abrimos uma conta para cada pessoa que conhecemos.

As movimentações (depósitos ou retiradas) vão acontecendo à medida que a gente se relaciona: Se a interação for prazerosa, podemos dizer que houve um depósito. Se foi desagradável, houve uma retirada. Desta forma, as pessoas vão formando saldos diferentes em sua contabilidade pessoal.

Quando alguém fica com saldo negativo, é porque te causou mais tristeza do que alegria. Este conceito foi feito para dar uma idéia que recebemos e transmitimos influências emocionais em nossos encontros. Em um casamento, cada um dos cônjuges tem o seu próprio banco do amor. - Convém consultar seu saldo de vez em quando.

De um jeito ou de outro, todas as pessoas de bom senso fazem esse tipo de contabilidade de forma automática, inconsciente, quando procuram equilibrar o que doam com aquilo que recebem, e assim, constroem relacionamentos saudáveis.

Com o passar do tempo, os saldos das pessoas vão variando conforme elas interagem com você. Há pessoas que depositam grandes somas conosco, outras, vão viver sempre no vermelho.

Todo e qualquer encontro produz alguma influência emocional, e é isso que vai determinar a movimentação feita no Banco do Amor. É claro que os depósitos e retiradas não são valores exatos. Não vamos dizer que Marília depositou dezoito unidades porque nos fez um favor... Diremos apenas que depositou. Se algum dia ela quiser fazer uma retirada maior do que o seu saldo, o bom senso nos dirá isso.

Em um relacionamento, há dois bancos do amor atuando permanentemente: o dele e o dela. Vejamos como funciona o sistema de compensações.

Quando dois se conhecem, abrem conta um no banco do outro, com saldos iniciais zerados, que vão sendo movimentados à medida que o relacionamento evolui.

Com o tempo, a situação se agrava e resulta em divórcio, ou se resolve, mas jamais será o que era antes... Jamais será o que poderia ter sido, caso os cônjuges depositassem mais no banco do amor.

No começo, todo relacionamento é bom, porque os pares fazem depósitos generosos... em primeiro lugar para se mostrarem melhores que são, realmente, e fazem isso para obter algo que desejam. – Todo início de relacionamento funciona mais ou menos assim... amantes acenam com possibilidades maravilhosas, mas só porque são amantes... quando se tornarem “oficiais”,. Vão se comportar como oficiais.

Artistas que se casam 08 vezes, querem sempre experimentar a sensação gostosa do começo... estão sempre começando um relacionamento com alguém. Quando amadurece (e todos amadurecem), significa que é hora de trocar. Não é a pessoa, nem o relacionamento... é a sensação que a situação nova produz.

Como todo início de relacionamento, os pares se esforçam para agradar um ao outro, são compreensivos, charmosos, e então, todos os depósitos do início do relacionamento são positivos. Na verdade, os dois querem algo que o outro tem, então cada um se esforça para ser agradável, e com isso, conseguir o que deseja.

Os primeiros encontros, as primeiras noites de sexo, envolvimento, intimidade e romantismo. Cada um possui uma grande soma de saldo no Banco do amor.

O casamento faz as pessoas sentirem que não precisam mais conquistar o outro, pois já obtiveram dele, aquilo que desejam, e que o relacionamento navega por águas tranqüilas. – Ledo engano, porque esse tipo de comportamento gera frustração. Vejamos quais são os impactos no “saldo”:

Quando a esposa viaja a trabalho, o marido pensa que não precisa carregar sua mala. Um homem jamais deixa uma mulher carregar uma mala, se ele deseja algo com ela. Se ele já conseguiu, então pode carregar a mala sozinha... tudo bem.

Acontece que ela repara, e entende isso, como uma retirada no banco do amor. Para ele não, o saldo continua lá.... intacto. Todo conflito conjugal resulta desse tipo de mal entendido. Se ambos estão cientes e consensuais do que está acontecendo, não precisava de briga. Acontece que um cônjuge sempre acha que não fez nada, e o outro sempre acha que ele fez tudo. As brigas são muito mais de semântica do que de sintaxe.

Voltando à nossa contabilidade, O marido foi displicente, não carregou a mala da esposa, e isso foi debitado (em silêncio) de sua conta. – Mais tarde ele vai dar falta disso, e seguramente vai reclamar.

Um dia, ele descobre que a roupa do futebol não está disponível na gaveta, como sempre esteve... – Na verdade, ela entendeu a falta de consideração com o caso da mala, e achou que era justo “devolver a gentileza”... Se não for por vingança, será natural.... pessoas bem tratadas se sentem na obrigação de retribuir... o contrário também é verdadeiro.

Como a roupa do futebol sempre esteve lá... ele acha que isso virou uma obrigação... e essa postura irrita um pouco a esposa, que tenta demonstrar que não é funcionária dele... Note que uma briga NUNCA é apenas uma briga... qualquer desentendimento traz resquícios anteriores, que não foram digeridos. Cônjuges maduros sabem disso, e sempre procuram ver a “real” causa do desentendimento... e quase nunca é aquilo que está sendo dito inicialmente;.

Esse conflito produz retiradas nos saldos de ambos. E como uma experiência negativa, pode ainda continuar produzindo retiradas por algum tempo, ou ainda pior... pode estagnar o relacionamento com uma conta sem movimento.

Ocorre que onde a esposa trabalha, há um elemento conhecido como “bico doce” que percebe de longe uma mulher com a auto-estima baixa, e adota a seguinte estratégia:

01. Conquista a confiança dela.

02. Dá atenção ao que ela diz, que passa a sentir bem do lado do bico doce, até pelo simples fato de desabafar

03. dá presentes, arruma um jeito de se divertirem juntos... logo, o ponto alto do dia dela é quando está ao lado do “bico doce”

Note que o bico doce faz depósitos no banco do amor, e em pouco tempo, tem um “saldo” maior que o do marido. Aí, meu caro... nem preciso dizer como essa história continua.

O marido, por sua vez, faz o mesmo.... trabalha onde há muitas mulheres... se alguma estiver interessada nele, seguramente vai fazer depósitos sistemáticos no banco do amor. Assim, cada um dos cônjuges, terá um terceiro com saldo maior que o do companheiro.

Todo banco trata melhor os seus melhores clientes.

O sexo

O envolvimento sexual não é causa para o relacionamento, mas conseqüência dele. Não há afrodisíaco mais eficiente do que um cônjuge bem tratado. Encontros sexuais cheios de paixão criam uma intimidade entre ambos, visível até por quem está de fora... o olhar dos cúmplices os denuncia.

O que acontece nos casamentos mornos ou maduros é apenas liberação de sêmen. – não pode ser chamado de sexo, até porque acontece em dias previamente estabelecidos, e segue um script, como aqueles do telemarketing:

01. Beijo na Boca

02. beijo no pescoço

03. Mão nos seios

04. Sexo oral

05. Penetração

06. Virar para o lado e dormir

A excitação da mulher acontece por estímulos não sexuais, como a admiração que ela nutre pelo outro, o fato de ser bem tratada. Afeto, atenção, equilíbrio emocional seduzem as mulheres muito mais do que a visão de um homem nu. etc. Todo relacionamento humano precisa de constantes depósitos... Quando foi o seu último depósito ? "(7)

As falácias

Uma vez, vi uma mulher dizendo que se formou um abismo entre ela e o marido, e isso me pareceu bastante convincente para representar a distância entre eles, e que o casamento não tinha mais jeito. Acredito que ela mesma esteja achando que não tem solução, e que o tal abismo é mesmo intransponível.

Uma outra vez, vi um filme em que a mulher, querendo terminar o relacionamento, alegou que tinha se formado um abismo um abismo entre eles, e o homem retrucou: - A gente constrói uma ponte, e ambos resolveram tentar de novo.

É muito difícil manter uma análise objetiva dos fatos quando se está passando por uma crise, até porque ela nos abala emocionalmente

Autor: Elias Daher Júnior


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