Marlos Mello






Um aprender para a vida

Não é fácil falar de aprendizagem,principalmente quando queremos falar da nossa própria forma de aprender. Aexperiência pede passagem e nossos sonhos e desejos são acometidos de umasensação diferente. O momento do aprender pode ser considerado o ápice de umarelação concomitante e dialética.

Neste texto simples, rebuscado erascunhado de palavras do cotidiano, não pretendemos exortar um aprender“escolarizante”. Também não temos a pretensão de construir uma obra efetivamentebibliográfica. Tentaremos aclamar aos corações daqueles que estiverem lendo.

Deveras, alguns dirão que nossaescrita é poética e não tem nada de cientifica, no entanto não podemos esquecerque não há ciência sem as pessoas. Atualmente, podemos perceber que a vida estásempre aficionada a uma trilha sonora, não estamos falando de música, mas desentimento. Pessoa=relação. O mundo é a profunda relação natureza=humanidade. Aciência é bordada pela poética da sensibilidade perante a vida.

Nessa modernidade liquidacircunscrita por Bauman temos de aprender a conviver através da diferença. Opassado nos mostra a necessidade de nos voltarmos a nossa natureza humana. Umpouco disso ocorre quando aprendemos.

Paulo Freire falava com sapiência arespeito da consciência e, principalmente, tecia a verdadeira teia da esperançanas pessoas. Não julgava saberes, ao contrário, acrescia e acolhia os saberespopulares no intento de construir o conhecimento através de si mesmo.

Quando o professor é “empoderado”pelos educandos e não se julga o poderoso, senhor da educação e do saber,revela-se o respeito humano. Palavrinha simples essa, “respeito”, todavia comoé difícil chegar a ela. A todo o momento somos testados.

Nessas idas e vindas daescolarização das pessoas o mundo se modificou, tecnologizou-se. Não estamosfalando de um processo lento e derradeiro, mas algo que acontece diariamente,se faz e refaz ciclicamente. Como está o educador frente a tal movimento? Éimportante essa pergunta, vamos refletir a respeito dela.

A psicologia se transformou diantedesse novo contexto e, hoje falamos de uma psicologia para a vida, mas para umavida boa e não centrada no binarismo doença x cura. 

CopyRight © Cepedê Sistemas & WebSites - Comércio eletrônico.