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Figueira Valter






POESIA

 A poesia do pantaneiro rasteja na lamaSe molha nas águas do pantanal e se secaAo sol e na poeira das estradas sem pavimento. A poesia do pampeiro corre a galopeNa garupa de um cavalo, canta ao somDe um acordeão, perde-se na invernadasAtrás dos chucros e descansa numa rodaDe chimarrão. A minha poesia não se enquadra emNenhum modo ela é diversa, sem estilo,É o resultado de um sonho,De um pesadelo e de uma solidão. Valter Figueira- do livro POESIAS – ASAS, 1995

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