Amanda Apolinário






Armas Brancas

ARMAS BRANCAS

 

Não saber o que é estar confuso

É não se descobrir a tempo e ferir.

Palavras são armas brancas

Que podem ser escritas na areia,

Proclamadas ao vento,

Com ou sem eco,

Sobre um mar de saudades.

Ou adormecidas pelo tempo

Alternadas pelo sofrimento

Armas que conquistam ou confundem

Que acalmam ou traumatizam.

Palavras não são simples como diz a música

São armas dos que tem dom

Ou dos que não sabem o que dizer

Não saber o que dizer é estar confuso,

Mas não é estar errado

Errado é poupar, ou ser sincero?

Será que a dor sem sangue é mais profunda?

Escritas ditas, armas brancas.

Surpreendem ou tornam-se intoleráveis

O que dizer quando se pode calar?

Silenciar sem ausências,

Adormecer sem sono...

Palavras podem provocar juramentos

Que jamais queríamos fazer.

Podem angustiar pessoas,

Podem encantar perigos,

Podem destruir esperanças...

Palavras são armas brancas,

Será melhor ter medo de usá-las?

 

Amanda Dias

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