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JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA






VIAGEM AO CENTRO DO MEU CORAÇÃO

              O quão gostaria de ser indiferenteAo meu coração Atlântico e masoquista:Emotiva tempestade oceânicaQue me domina, deixando    A temeridade ganhar substânciaPara depois, de maneira imperativa,Singrar toda a estrada da minha sinaComo se fosse a inexorável, vampíricaCsarina, A Grande Catarina!    Conforme uma febre irascível, raivosa,O passionalismo, em mim, aflora:Portanto, os assentes pilares da prudênciaComutam-se na mais moribunda geleira.  Assim, ao simples desabrocharDos olhos da aurora,A sensatez cai mortaE descerra as comportasPara a plena vazãoDa vontade indômita, furiosa!  Então, levianamente,As palavras pululamDo cérebro, convergindoCélere e torrencialmenteÁ malograda boca, impertinente.         A sinceridade dá o tom da retórica:Os vocábulos grossa e sumariamente quedamTal um toró de chuvaQue rebenta do celeste ventreDa soteroplitana primavera.  AfinalFalo quando ela declaraSeu amor a outrem:  Sim, infelizmente,Foi no momento adversoQue os meus lábios de epicédioAbriram o gás do verbo.    JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA http://bocamenordapoesia.webnode.com.pt/  

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