Alexandre Carrara






Bolero

 Eu nunca corro da chuva,já venho molhado de casa.Eu nunca vivo o amanha,antes do hoje.Já mais almejarei o futuro,sem gozar do presente,sem beber o passado.Eu nunca cantarei a pedra da vez,já mais lerei meu próprio epitáfio.Eu nunca serei um Eustaquio,já mais fincarei minha própria estaca,eu nunca serei minha draga.Já mais cansarei de sonhar,de compor, de gritar ouaté mesmo zombarda Fragilidade de um simples olhar.

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