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Marcos Roberto de Moura






Devemos acreditar, ou não?

Sempre gostei de ler alguns livros, não apenas aqueles de famosos escritores mais conhecidos no mercado sobre poemas, contos e literatura. Estava lendo um livro indicado por uma amiga quando morava em Copacabana.

 

Não sendo religioso seguidor de uma crença na qual se frequenta uma igreja ou uma sede de determinada religião, comprei o livro indicado. O livro com o nome de “Tambores de Angola” foi uma auto-estima no meu dia a dia.

 

Após começar ler este livro, me abriu a mente para que eu pudesse achar em minha vida um significado de que não podemos desistir do nosso destino. Se houver alguns empecilhos em nosso caminho, devemos erguer a cabeça e continuar com o que é nos dado diante da situação.

 

Sempre imaginei um ideal de vida melhor para todos, em minha vida inteira me dediquei o máximo em fazer as coisas certas. Sempre idealizando o melhor em questão de perfeição e honestidade.

 

Amar o próximo como a si mesmo é não descriminar certos conceitos que a população tem contra qualquer pessoa, sendo ela pobre ou rica. Ajudar o próximo sem ambição ou cobrança posterior é a maior satisfação que o homem pode fazer.

 

Sem querer induzi-lo a uma religião ou crença, vi neste livro que a união dos que servem sem exigir nada em troca, em conjunto faz com que você se liberte e tenha seu próprio destino.

 

Despertando para a vida com um propósito que o meu destino me reserva, sei o quanto é importante servir ao próximo com amor e carinho. Nem sempre aceitamos aquilo que nos foi dado como seguimento em nossas vidas.

 

Acreditamos que em alguns casos somos impotentes e não queremos mais aquela situação. Aí começamos a achar que estamos fazendo algo forçado, não aquilo que realmente era para o nosso destino.

 

Muitas vezes nos vemos em uma situação e nos perguntamos o porquê. Por que estou passando por isso? Isso não pode estar acontecendo comigo! Muitas pessoas não acreditam em vidas passadas e como que acontecem certas coisas em nossas vidas.

 

Se pensar que estamos nessa vida para pagar alguma dívida do nosso passado, de certa forma o que está acontecendo é a mais pura verdade. Estamos sim pagando o que nós fizemos ou não fizemos em vidas passadas.

 

Acredito plenamente que sou um servo e estou aqui para servir a qualquer momento ou circunstância o que me foi enviado pelo ser maior, o criador do mundo. Não podemos fugir de nossa missão, acreditando ou não em nossas vidas passadas.

 

Deixo bem claro meu amigo leitor, que é de livre arbítrio você se deixar levar ou não ao pensamento de que estou falando a verdade ou não. Acredito e deixo minha mensagem para aqueles que fazem de sua vida o melhor de si em beneficio do bem estar do próximo.

 

Lendo este livro me lembrei de uma senhora que perambulava nas ruas do centro de São Paulo. Eu trabalhava em uma casa de café na Rua Don José de Barros, e com os dias se passando sempre via aquela senhora andando de um lado pro outro. Muitas vezes, bêbada, suja, mal vestida e pedindo ajuda.

 

Vários dias, quando cheguei para abrir a loja, ela estava debaixo de um toldo ou até na minha porta dormindo, juntamente com outras pessoas que dormem na rua catando papelão para sobreviver.

 

Mal eu sabia que aqueles vizinhos mais antigos donos de lojas e vendedores ao lado da  loja de café, a conheciam de anos atrás. Um dia de muito frio e a casa cheia, estava um judeu tomando um chocolate quente, dono de uma loja de camisas do lado.

 

Ela passou na porta e ele a chamou oferecendo um chocolate quente, ela aceitou e um salgado também. Pediu que fizesse e a entregou com todo carinho. Quando ela foi embora ele me perguntou se eu conhecia a história dela. Falei que sempre a via naquelas ruas do centro desde que comecei a trabalhar por ali.

 

Falando ele; quando eu comprei a minha loja aqui no centro, essa moça passava de loja em loja distribuindo a propaganda do seu salão de beleza que tinha aberto na Praça da República e que a gente fosse lá fazer uma visita.

 

Ela era nova, bonita, cheia de vida e uma profissional de beleza sensacional. Conquistou muitos clientes e ia bem com seu salão. Até que conheceu um rapaz e se casou. Segundo ele e quem a conhecia, disseram que este rapaz não fazia nada, a não ser gastar muito por conta dela.

 

O resultado é que ela apaixonada pelo rapaz dava tudo o que ele queria, até que ele passou todos os seus bens para o nome dele e a colocou para fora do salão de uma forma que ela não conseguiu recuperar.

 

Agora meu amigo leitor o que explica essa situação, se não a que realmente há vida passada, e nós estamos aqui para pagar o que nos foi enviado. De uma forma ou de outra, aqui se faz, aqui se paga.

 

Então nos perguntamos. O que será que ela aprontou com esse rapaz em sua outra vida, para ele vir e tirar tudo que ela construiu lhe dando abrigo? Devemos ou não acreditar que o destino nos reserva aquilo que plantamos?

 

Muitos exemplos, nós temos no dia a dia de pessoas que conquistam tudo sem olhar para um irmão ao seu lado, que precisa de uma ajuda e por egoísmo, você não o ajuda, quer tudo só para si mesmo custe o que custar.


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