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Marcos Roberto de Moura






Se eu pudesse voltar atrás, faria tudo outra vez

Com o crescimento das grandes metrópoles hoje em dia, não temos mais espaço para certas brincadeiras na qual fazem muita falta. O espaço terra pelo qual nos divertíamos quando criança acabou.

  

Tomados pelos grandes prédios e o crescimento da população essa área terra foi ficando cada vez mais escassa para nossas crianças.

  

Nascido em São Paulo minha terra natal, pude ainda me divertir com essas brincadeiras saudáveis e de baixo custo. Ainda que meus pais, mesmo sem poder me dar conforto (em matéria de luxo e brinquedos caros), me divertia muito com meus primos na vila onde nasci e meus amigos da escola.

  

Houve uma passagem pelo Nordeste quando meu pai ficou desempregado e lá fomos morar. Filhos de nordestinos ele e minha mãe, assim como eu e meus irmãos, tenho boas recordações.

  

Aos meus treze anos acabei indo embora com eles, pois com uma promessa de emprego pelos seus familiares, meu pai deixou a minha terra em busca daquele emprego prometido na qual não havia quando chegamos lá.

  

Mas, morando numa cidade do interior de Pernambuco por alguns anos, pude aproveitar a tranqüilidade e ser mais livre para brincar na rua. Andei de bicicleta pela primeira vez em estrada de barro. Junto com uns amigos que fiz, ia da pequena cidade para sítios mais afastados.

  

Joguei futebol nas areias do rio que cortava a cidade, joguei pião na rua ainda de barro, não havia calçamento ou asfalto quando cheguei lá. Empinei pipas e uma infinidade de brincadeiras ao ar livre.

  

As meninas divertiam-se com brincadeiras de roda, pular corda, passa anel, salada mista, pega-pega e outras atividades. Vez ou outra meninos também participavam das brincadeiras junto com meninas.

  

No colégio onde estudei há quadras de vôlei, campo de futebol, basquete e handebol, na qual havia campeonatos entre as cidades vizinhas. E até hoje há este campeonato. É uma movimentação grande e festa por toda a cidade, devido o grande número de participantes de escolas vizinhas.

  

Recordo-me bem que handebol era o esporte preferido de uma prima, na qual era a favorita da turma e estava em todos os torneios representando sua escola. Aliás, este esporte está bem esquecido, não tenho visto mais divulgação dele nas escolas.

 
  

Relembrando todas essas brincadeiras de infância esquecidas com o tempo, seria uma boa oportunidade para o governo criar uma solução aos adolescentes infratores de FEBEM.

 

   

Com a super lotação e a falta do que fazer para controlar o dia-a-dia dessas crianças e adolescentes, podia-se criar um sistema de trabalho junto com alguns empresários na produção desses brinquedos.  

  

Os brinquedos fabricados por eles seriam uma forma de aprendizagem e uma ocupação, onde poderia ser gerada uma melhoria de seus comportamentos. E desse trabalho seriam gerados lucros para a manutenção e melhorias em seus recintos. Dessa forma a reeducação viria com o tempo.                                                                                              

 

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