Arlete Meggiolaro






"Tinta do Amor"

Tinta do Amor

 

Seu romantismo, sua ternura,
suas palavras cheias de doçura,

ceifam galhos das incertezas,
o faz abrangente e envolvente.

Então...
meu ser eloquente a você se expõe,

dispõe e compõe.

Sou verso, sou trova,

sou janela, sou porta.

 

Abro a janela do meu corpo,
adentra sua brisa quente.
Escancaro a porta dos meus sentimentos,
a enxurrada do envolvimento
inunda nossos aposentos.
O curto circuito na emoção,
as faíscas nos cegam,
nos levam a loucura da paixão.


Assim...
Eu o quero, assim desse jeitinho,

bem pertinho e por inteiro, completo,

repleto de desejo, ansiedades e criatividade,

com sua virilidade escrevendo nosso romance

pelas linhas do meu corpo,

sem parágrafo, sem ponto final.

O real perpetualizado pelo passado,

pelo presente saboreado,

pelo futuro será lavrado e eternizado.

 

Ah!... meu amado...

Meu corpo molhado com sua tinta do amor,

não mancha e não borra,

jorra o querer mais da sua aptidão.

 

De você eu não me sacio,
exerce sobre mim o fascínio,
é meu hábito, meu vício,

meu sonho real que me faz viver

e sentir o prazer de sempre o ter.

 

Mantenha minhas pautas por você molhadas,

eu encharcarei as suas com meu feminino ser,

nenhum mata borrão secará,

o que não é em vão, nem simples ilusão.

 

Molhe-me com a tinta eterna do Amor.

No sol, na chuva, na tempestade, no furação,
nas quatro estações,
na alegria e na tristeza
serei sempre sua.

Em mim
repercute sua melodia viril!...

*

Arlete Meggiolaro

 

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