Marlos Mello






Os ismos do patriotismo

Certa vez Virgínia Wolf proferiu as seguintes palavras “como mulher não tenho pátria, como mulher não quero pátria, como mulher minha pátria é o mundo inteiro”.

            As palavras desta brilhante escritora remetem-nos a uma reflexão bastante usual perante os bons tempos de democracia, onde as propostas e almejos preponderantes constituem a diferença nas escolhas eleitorais.

         A constante publicidade e marketing perfazem o caminho da pátria, o hino que enseja o sentido e a glória da conquista do espaço revigora e emoldura o valor de morar e construir em um determinado chão.

         Saber o significado da palavra pátria não é o mesmo que sentir a pátria e, principalmente, viver a pátria. O gosto da experiência que amadurece e que consolida o sonho rebuscado muitas vezes de amargura e sofrimento.

         Torcer vigilante perante as conquistas da pátria, carregar a pátria no peito em meio ás vitórias. Arcar com a dor da perda e a angústia de não poder mudar o resultado. Somos todos patriotas perante o futebol.

         Como homens e mulheres nossa pátria tem valor? Qual o valor da pátria? Uso ou desuso, trajes e vendas? O compromisso e o comprometimento, com o quê? Com quem?

         Enfim, estamos em meio ao patriotismo de todos que constroem ou consomem a conscientização de uma era “patri-ótica” observando atentamente rumo à conquista de um mundo totalmente diferente do atual.

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