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Tânia Gabrielli-Pohlmann






buena dicha?

Um menino de profunda beleza ouvia sempre sua mãe dizer que o destino, impresso nas linhas das mãos, comandava o rumo de tudo e de todos, sem permitir alternativas.
A idéia de viver sob o jugo de monstro tão atroz, transformou-o num menino angustiado e tristonho.
Certo dia, vasculhando velha prateleira, deixou cair um livro encantado. Curioso por seu aspecto incomum, abriu-o ao acaso e leu uma nota dos autores:

“Não houve tempo para esboçar a capa e o desfecho desta obra.
As fadas todas fugiram pelo prefácio, em busca de histórias reais, e os príncipes, coitados, por desvalorizados castelos do medo, perderam-se na floresta da ironia, sem ao menos descobrirem a fórmula mágica para camuflarem-se em sapos.
Perdoem a falha do destino...”
O menino, ao recordar o que sua mãe dizia, olhou as palmas de suas mãos e sorriu, tranqüilo...

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