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Emanuela A. Borges dos Santos






Amores, paixões ou ilusões.

                        AMORES, PAIXÕES OU ILUSÔES.

             Para bem dizer algo é preciso tudo ver, tudo aprofundar, comparar os prós e os contras. dedico este livro aos meus grandes amigos, as pessoas que sempre se fizeram presente na minha vida, aquelas que choraram e sorriram ao meu lado.
SUMÁRIO                                                           Páginas  INTRODUÇÃO.. 6CAPÍTULO I - UMA VIDA E MUITAS HISTÓRIAS. 7CAPÍTULO II - DESCOBERTAS 10CAPÍTULO III - ENCONTROS E DESAMORES. 11CAPÍTULO IV - A FUGA.. 12CAPÍTULO V - A SAÍDA DO ARMÁRIO MAIS FÁCIL.. 13CAPÍTULO VI - A PRIMEIRA DOR.. 14CAPÍTULO VII - BAGUNÇA.. 15CAPÍTULO VIII - VOLTANDO PARA NOITE.. 16CAPÍTULO IX - PROXÍMA HISTÓRIA.. 17CAPÍTULO X - O ANIVERSÁRIO DO AMIGO NA BALADA.. 18CAPÍTULO XI - VIVENDO O GRANDE AMOR.. 19CAPÍTULO XII - LOUCURAS. 20CAPÍTULO XIII - VOLTANDO A REALIDADE.. 22CAPÍTULO XIV- O SONHO DESTRUÍDO.. 23CAPÍTULO XV - CONSEQUÊNCIAS. 24CAPÍTULO XVI - OS AMIGOS. 25CAPÍTULO XVII - A VOLTA POR CIMA E O PEDIDO DE DESCULPAS. 26CAPÍTULO XVIII - PROCEGUINDO E TOCANDO A VIDA.. 28CAPÍTULO XIX - OUTRAS NAMORADAS. 29CAPÍTULO XX - O QUE FALTA AGORA?. 32CAPÍTULO XXI - BALADAS E GENTE NOVA.. 33CAPÍTULO XXII - ILUSÃO.. 35

 

 
CAPÍTULO XXIII - PAIXÃO OU ILUSÃO.. 37CAPÍTULO XXIV - O GRANDE DIA.. 39CAPÍTULO XXV- A DESCULPA.. 40CAPÍTULO XXVI - UM NOVO ENCONTRO.. 41CAPÍTULO XXVII - A PERDA.. 43CAPÍTULO XXVIII - MAIS UMA DOR.. 44CAPÍTULO XXIX - VOLTANDO AO BRASIL.. 48CAPÍTULO XXX - OS PLANOS. 49CAPÍTULO XXXI - PERGUNTAS QUE NÃO CALAM... 50CAPÍTULO XXXI - AGUARDANDO UM RETORNO.. 51CAPÍTULO XXXI - A DECISÃO MAIS DIFÍCIL.. 53            

 
 

INTRODUÇÃO

  
                   Uma garota que desde a infância percebe ser diferente das outras. Com o passar do tempo a incerteza é deixada de lado dando a certeza sobre sua orientação sexual. Grandes aventuras, onde cada tentativa de encontrar a garota certa termina em um drama, uma frustração e uma deliciosa comédia sobre sua vida. Será possível encontrar a pessoa certa depois de tantos encontros e desencontros, a pessoa certa existe, paixão ou apenas ilusão? 

CAPÍTULO I

  

UMA VIDA E MUITAS HISTÓRIAS

                     Chamo-me Pámela, tenho 28 anos e tudo começa quando eu tinha nove anos.                   Não sou como as outras garotas, todas elas brincam de casinha, falam sobre os meninos, jogam vôlei e são bem comportadas. Eu gosto de correr, jogo bola, solto pipa, rodo pião, rolo na lama e não sou nada comportada. Com as meninas da minha idade eu só quero bater, todas são tão chatas, elas e suas brincadeiras, tudo tão sem graça, bobo e parado.                   Eu cheia de energia pra gastar e elas ali fazendo planos de casar e ter seus filhos, enquanto eu penso em pular, brincar e bagunçar. Meu melhor amigo chama Pablo, mesma idade e algo mais em comum (vamos descobrir já). Pablo permanece meu amigo até os dias de hoje, meu grande amigo. Vou crescendo e começo a notar que realmente não me identifico com as demais garotas da minha idade, as festinhas de aniversário no condomínio ou, entre os familiares eu sempre sou a diferente, todas as garotas de olho nos meninos, aquele paquera, mas eu nada, pelo contrário, passo a maior parte do tempo ao lado deles, mas falando de bola, do jogo da televisão, correndo, aprontando e falando mal das garotas. Nessa altura do campeonato não sou a única a me achar diferente, as garotas e vizinhos já começam a questionar minha falta de interesse por garotos, mesmo passando a maior parte do tempo ao lado deles eu era a única garota que não tinha paquera e muito menos falava sobre meninos.                   Começo a trabalhar e nada muda minhas colegas de trabalho com seus namorados, na escola sempre aquela azaração e eu permaneço igual. Com o passar dos dias essa falta de interesse começa a me perturbar, muitas perguntas e nenhuma resposta. Porque não sinto nada pelos garotos? Minhas amigas já namorando e eu aqui sem interesse em ninguém, será que elas são prematuras ou eu logo vou encontrar aquele garoto que vai balançar meu coração? Através do trabalho tenho cada vez mais contato com outras pessoas, viagens, novos lugares, festas, outras maneiras de ver e entender o que acontece comigo.                   Certo dia, recebo um convite para uma festa e resolvo ir, quando chego várias pessoas e eu só tinha olhos para as meninas (estranho? justo eu que quando nova queria bater nelas), pois é, desde então minha cabeça pirou, não queria mais bater e sim beijá-las, esse meu novo desejo era mantido em segredo, afinal não pensava ser certo, mais o que seria o certo, tudo muito novo e esse sentimento que com o passar do tempo apenas crescia me assustava. Mas como eram lindas aquelas garotas!                   Como pode? Ali, duas garotas se beijando, não, não posso estar vendo direito. Sai da festa em choque, mais confusa do que nunca havia estado. Aquilo me atormentava de tal maneira, aquela cena chocante, que de certa forma me dava tanto prazer, o que fazer?                    Pensei por horas e já sei...                    Mãe não, melhor deixar a mãe fora disso ao menos por agora.                   Pai? Piorou. Surra na certa.                   Mais o que fazer agora, o que?                   Pablo, meu melhor amigo, mesma idade, meu companheiro das melhores horas e agora meu futuro confidente. Tentei por diversas vezes encontrar para o Pablo mais nossos horários não batiam, quando eu chegava, ele não estava e quando eu não estava ele chegava.                    Certo dia, saindo para o trabalho ali estava ele: – Pablo amigo, saudades. Pablo, precisamos conversar, tenho algo para lhe contar uma coisa que esta me sufocando, você não sabe o que está acontecendo. – Pablo diz: Pâmela preciso conversar com você, também tenho que te contar algo. Pámela e Pablo dizem juntos: – estou confusa(o), mas depois nos falamos, olha o ônibus.                   Nunca tive tanta pressa de voltar pra casa e encontrar meu amigo. Outro dia com calma conversamos e então descobri que além de sermos amigos, tínhamos gostos parecidos e até nossa opção sexual era diferente... Pablo assim como eu, passava por um momento complicado de incertezas, eu sentia atração por garotas e ele por garotos, amigos e confidentes.                    Pablo e eu fizemos um pacto, tentar se envolver com pessoas de sexo diferentes dos nossos e assim tirar uma conclusão. Pior besteira que eu fiz. Já Pablo? Isso fica para a próxima história.                   Bom, vamos lá, afinal pacto é pacto.                   Certo dia, estava em um evento esportivo e apareceu à oportunidade, um garoto lindo, gostosinho... Pâmela vamos nessa, pensei comigo... Até á hora de fazer amizade tudo perfeito, afinal uma vez simpática sempre simpática (risos). Chegou á grande hora, hora do beijo ai meu Deus, respira, fecha os olhos e imagina aquela gata, sabem aquela garota de tirar o sonho, ops não, gata não, meninas não. Voltando, fecha os olhos, respira faz biquinho e pronto... Nheca, aquela barbicha, aquela boca que parece querer me comer, aquela língua tampando minha respiração.                   Aprendi, E NADA MAIS DE PACTOS DAQUI PRA FRENTE.                   Alguns dias depois encontro com Pablo e vamos falar sobre o tal pacto, hum já imaginam certo? Mudando de assunto e seguindo o instinto. 

CAPÍTULO II

  

DESCOBERTAS

  

                   Agora o que não falta são festas, eventos, já conheço muita gente, lugares e cada dia uma nova descoberta.

                   Lá estou em outra festa. Calma, dessa vez não tomei nenhum susto, acredito que nessa altura já estava acostumada e só me faltava coragem, (risos).

                   Boas risadas, alguns assuntos (como eu prestava atenção nos assuntos (risos)), conheço uma garota, como toda festa eu era a carne nova no pedaço, então era a bola da vez (a mais comentada), papo vai, papo vem e começo a me interessar por uma garota, mais a todo tempo o medo de estar fazendo a coisa errada e magoar meus pais me impedia de fazer aquilo que mais gostaria e que desde a infância eu já sabia, apenas não entendia, ficar com uma garota.

                   É, o medo não me deixou passar daquela conversa e boas risadas.

                   Pensando em voltar para casa á vontade e desejos me dominavam, sentia tanta vontade que não consigo descrever, ah, sem deixar de falar da curiosidade, saber se realmente era isso que eu queria ou tudo não passava de uma fase.

                   Pronto. Tomei coragem e peguei o telefone, afinal quem sabe outra festa?

                   Passam os dias e a oportunidade novamente aparece e dessa vez a casa de uma amiga, eu, ela (sim aquela garota da festa) e duas amigas (casal). Já cheia de coragem fui ao ataque, nossa me encontrei.

                   Aquela sensação, aquela alegria, liberdade, desejo tudo tão maravilhoso que não tive dúvidas EU GOSTO DE MENINAS.

 

CAPÍTULO III

  

ENCONTROS E DESAMORES

                     Já me sentia decidida e resolvida, bem resolvida. Agora como contar aos meus pais (como fazer isso)? Afinal eu tinha certeza sobre minha orientação sexual.                   Depois de tantas festas e diversão várias garotas nessa altura do campeonato já tinham passado pela minha vida; até que um dia, aquele dia, aquela garota mexeu com meus sentimentos. Ficamos juntas, e cada dia mais eu me apaixonava por ela, aquele sorriso, aquela risada, aquele cuidado comigo, aquela simpatia que me tirava o sono (simpática até demais) (risos).                   Mas eu queria algo sério e já vivia esse momento, agora não posso dizer o mesmo dela. É não posso dizer o mesmo, outro momento, outra fase e bem diferente da minha.                    Enquanto eu toda certinha e fiel construía o castelo dos sonhos ela jogava areia e conhecia outras pessoas, assim foi por muito tempo, muitas lágrimas pelo rosto (sim o meu rosto), diversas vezes eu mentia pra mim mesma dizendo que não queria mais e que iria esquecê-la, mas ali estava eu, implorando pelo seu amor.                   É nenhuma mãe é boba, elas sempre sabem, acreditem. Essa garota conquistou não só a mim, mas também minha família, freqüentava minha casa e era tratada como alguém da família.                   Certo dia no meu quarto com ela, minha mãe que sempre tinha o costume de bater a porta antes de entrar me avisa que iria sair. Momento perfeito à hora certa, (risos). Entre abraços, amasso e beijos quentes, surge o desejo o calor e o ato de amor. Quando menos espero quem abre a porta e vê toda aquela cena, quem?                   Lembre-se, sempre tranquem a porta galera, elas podem surgir do nada e se vocês não querem que elas descubram assim, EVITEM!                   Foi assim que tudo foi descoberto, ou melhor, assim foi à certeza.                   Imaginem como eu fiquei e sem falar na garota que vamos chamá-la de Jéssica ok?! Voltando ao assunto, já que viu, vamos conversar... Coloquei minha roupa, fui até a cozinha e pergunto: O que aconteceu mãe? (Como se eu não soubesse ou como se fosse á coisa mais normal naquela época). Nada não depois conversamos sobre isso, me deixa... responde ela.                   Nunca vi minha mãe chorando tanto, aquela cena foi muito difícil.

CAPÍTULO IV

  

A FUGA

                     Senti-me tão mal com aquela situação que resolvi viajar com minha namorada e passar alguns dias fora, quem sabe assim minha mãe esquece a cena presenciada no meu quarto, (mentira), foi a única coisa que consegui fazer na hora foi fugir.                   Pego minha namorada e vamos para santos, (liberdade e praia), uma semana vira quinze dias, que vira vinte, tudo por conta do medo de retornar para casa e enfrentar a mãe, mais como é impossível viver sem grana e não daria mais para pagar as despesas em Santos. Voltando pra casa.                   Depois dessas férias forçadas em Santos decidi encarar e dizer o que realmente me fazia feliz, vamos sair do armário?! 

CAPÍTULO V

  

A SAÍDA DO ARMÁRIO MAIS FÁCIL

                     Dentro do ônibus retornando para casa e imaginando todas as situações possíveis e impossíveis, tentando formular em minha mente as melhores respostas para o questionário que me aguardava ao chegar, rezando todos os salmos e orações já existentes para a tão aguardada conversa e reclamando muito, porque o ônibus estava muito rápido, já que a única coisa que não tinha naquele momento era pressa. Mas chego a casa (sozinha), e com o peito cheio de coragem digo: - Mãe o que você queria conversar aquele dia? (Pensaram que eu fosse falar mais que o rapaz daquela feira de quinta?                     Nada não, deixa pra lá eu já sabia, disse ela.                   Ufa. Então, sem mover um músculo se quer deixamos pra lá, rsrs...  

CAPÍTULO VI

  

A PRIMEIRA DOR

                     Sim, meu primeiro amor terminou. Foi tão rápido como chupar sorvete debaixo do sol de 40 graus; voltei da praia conversei com minha mãe – melhor apenas algumas palavras foram ditas – e já não mais tive tanto contato com minha namorada, a única conversa que existiu entre ela e eu foi o suficiente pra eu ouvir a frase, não daria certo; e tudo isso do nada ou será que eu já estava sendo a terceira da história?... Nem tudo é como a gente gostaria que fosse e descobri que realmente existia outra. Não diferente de nenhum outro tipo de relacionamento fui trocada, acredita?!                   Chorei, gritei e implorei. Pensei que meu mundo tinha se acabado (poderia, pois chorei demais) pensei que fosse morrer. Mas a vida continua moçada e tudo passa. Demorou mais (risos).  

CAPÍTULO VII

  

BAGUNÇA

                     Depois daquele belo e inesquecível pé na bunda, vamos pegar aquela linda agenda com os melhores nomes, rever os velhos amigos, aparecer nas baladas e festas, afinal a galera tem que ver que você esta de volta e de preferência bem... (saber que está bem é fundamental, por favor, não me apareçam com os olhos inchados e muito menos falando da ex).                   Vale soltar aquele belo sorriso falso, dizer àquelas piadas que na verdade você não esta vendo graça, mas já que todos estão rindo continue...                   Trabalho, faculdade e festas... O sonho americano.                   Beijar, beijar e beijar, quem disse que consigo ser assim? Quem? Toda balada eu só queria aquela garota, aquele olhar, toque, voz e nenhum beijo era como o dela. O jeito foi ficar em casa, sofrer sozinha, chorar no chuveiro, na cama que como diz minha avó é lugar quente e esperar essa maresia passar. Nada de ficar só por ficar, chegar em casa bêbada e sentir aquela dor de cabeça da ressaca no dia seguinte...                   Um mês em casa, dois e três. Pára tudo, essa dor não passa?! Pois é, demorou demais, mas valeu á pena tanta demora... 

CAPÍTULO VIII

  

VOLTANDO PARA NOITE

                     Lembram do caderninho?                   Pois bem, vamos lá, mais uma chance para ele, quem sabe agora funciona.                   Outras festas, outras baladas e um dia uma nova pessoa. Que garota fantástica, tudo de bom, meiga carinhosa, simpática (menos que a outra, ainda bem), alegre.                   Aquela sensação de ter encontrado alguém especial. (Acreditem essa era uma pessoa especial e não tenho dúvidas disso, hoje).                   Ao decorrer do livro vão entender melhor o porque. 

CAPÍTULO IX

  

PROXÍMA HISTÓRIA

                     A garota especial e tive em minha vida, um sorriso lindo, encantador, um jeitinho gostoso e carinhoso que muito me encantou.                   A primeira abordagem, chegar e conversar. Conversa vai, conversa vem (afinal tanta conversa vai e vem que ouvi quando comecei com as festinhas que já estava craque).                   Acontece então o primeiro beijo, aquele friozinho na barriga, aquela coisa gostosa, aquela sensação (lembra a sensação de quando me apaixonei a primeira vez?). Tudo muito gostoso. Que maravilha, como é bom, viver cantando, cantarolando aquela canção que só tem sentido pra você.                   Um mês, dois... seis e sete. Eu já nem lembrava mais que um dia sofri tanto.                   Segredo, mas essa fica apenas entre nós ok? Depois de todo esse tempo junto ela me confessou uma coisa. Naquela noite que a conheci, sua intenção era de ficar comigo e terminar a noite com outra, mais não resistiu, segredo viu.                    Encontrei alguém bacana e aquelas baladas (freqüentadas raramente agora), já não sentia falta.                    MAS...                   Agora era minha vez (ser burra é um dom pra poucos), tudo muito bom e eu tinha que estragar. Surge uma viagem a trabalho, fui, voltei e continuava maravilhoso, confiança, carinho, respeito e o amor.  

CAPÍTULO X

  

O ANIVERSÁRIO DO AMIGO NA BALADA

                     Um convite, um aniversário e a besteira.                   Recebi um convite de um amigo (não, não era o Pablo), e fomos à balada, eu e minha linda e encantadora namorada. Dançamos, bebemos um pouco e meu olhar encontra com um olhar, aquele olhar foi o suficiente para destruir meus neurônios.                   Aquele desejo, aquela vontade de beijar (sim, beijar outra, aquela outra).                   Resumindo, beijei... (Ninguém viu).                   Mas meu coração não agüentaria mais isso, e foi assim que tudo começou a dar errado. Desde então nunca mais vi aquela garota que beijei na balada e meu namoro continuava lindo (canalha eu, pode dizer), até aparecer à próxima balada e o destino me colocando frente a frente com Jéssica (ex), aquela que me feriu e tanto me fez chorar. Pois é, você pode imaginar, meu coração falou, ou melhor, gritou eu AINDA AMO VOCÊ.                   Fiquei com aquela garota e tentei durante um pequeno tempo manter esses dois relacionamentos, minha ex parecia ter mudado e minha cabeça já não se importava com a atual.                   Porque não terminar então já que meu coração, mente e alma era da outra, Jéssica?                   Boa pergunta; e sim fiz isso da forma mais cretina e desprezível que se pode fazer, sem dar explicações me afastei da minha namorada e em uma ligação terminei tudo sem explicar os reais motivos.                   Podem me atirar pedras, me arrependo até hoje. Não por acreditar no meu coração, mas da forma covarde e desprezível que agi com minha namorada na época, Ângela. Mas calma, aqui se faz aqui se paga, lembre-se disso.  

CAPÍTULO XI

  

VIVENDO O GRANDE AMOR

                     Como tudo havia se transformado, Jéssica hoje morria de amores por mim e meu coração nunca tinha estado tão feliz. Tudo era sonho e vivia em um paraíso, (moçada paraíso não existe, o mais próximo que se pode chegar do paraíso é a estação Ana Rosa do metrô, acreditem).                   Quanto amor. Fazíamos tudo juntas, trabalhávamos juntas, festinhas juntas, tudo tão juntinho. Minha família respeitava nossa união, (não confundam respeito com aceitação), ela passava grande parte do tempo na casa dos meus pais e eu na casa dos pais dela. Como é bom amar, o ruim é quando termina.                   Certo dia, minha namorada, meu amor e minha vida me avisa sobre uma grande notícia, diz que toda a família dela vai se mudar para outro estado, meu coração dispara, meus olhos se enchem de lágrimas e aquele sentimento, e agora?                   Pensamos juntas durante um tempo a melhor saída para isso, dentre tantas coisas alugar um apartamento na capital e continuar vivendo juntas, afinal nos amávamos.                    Nada deu certo e chegou o dia da grande separação, ela não queria se afastar da família e nem eu poderia pedir isso, lá se vai meu grande amor, a pessoa que entrou na minha vida tão cedo e nunca esse sentimento morreu, e hoje que podemos viver isso o destino nos separa chorei como uma criança. (se um dia o mundo acabar em água, por favor, não foi culpa minha).                   Como boa ariana que sou e amando loucamente, não iria perder o amor da minha vida sem lutar, afinal acreditava nesse amor e por ele faria tudo.                   Antes da partida, falei: Não se preocupe vamos ficar juntas, te prometo resolver isso, me espera, EU TE AMO...  

CAPÍTULO XII

  

LOUCURAS

  A primeira grande loucura...                    Já surtada e querendo a todo custo viver ao lado do meu grande amor, abandono tudo e vou atrás dela em outra cidade, peguei férias onde trabalhava e resolvo dar à grande notícia em casa. Apenas eu acreditava que essa notícia seria bem recebida e aprovada por todos, (quanta ilusão).                   Minha mãe chorou e pediu que não fizesse isso, minha irmã se manteve neutra e meu pai, nossa foi difícil.                   Meu pai me tomou tudo, trancou minha faculdade, bloqueou minha conta no banco e ainda disse: Você escolhe sua família ou ela? A segunda grande besteira...                    Alguma dúvida de qual foi minha escolha? Alguém?                   Pois é, a escolhi e assim meu pai me virou as costas e não mais nos falamos, sabe, não o culpo e hoje entendo as razões dele (valorize sempre a sua família, não julguem a atitude de ninguém, tente ver o lado das outras pessoas, principalmente se essas forem da sua família, tente resolver as coisas na base da conversa e com calma, coloquem sempre seu ponto de vista com sabedoria e inteligência, assim tudo fica mais fácil e às vezes a coisa mudam de figura).                   Eu toda corajosa, precisava viver o que meu coração pedia, precisava tentar viver aquele amor e eu sendo jovem, o que não me faltavam era coragem e iniciativa, (hoje ainda tenho muito disso, mais ganhei inteligência).                   Indo embora.                   Avisei a irmã de Jéssica que estava indo visitá-los (diga-se de passagem, que família maravilhosa, sempre amei todos, sei o quanto me amam).                   Chegando a cidade, quanta festa, pude ver nos olhos dela a alegria, e para sua surpresa o que seria apenas um final de semana minha visita, se prolongou um pouco mais.                   Depois de muita conversa, resolvemos dar um grande passo e alugar uma casa para vivermos juntas. Corremos atrás de tudo e com muito esforço nossa casa deixa de ser sonho.                   Com toda alegria do mundo mobiliamos a casa do nosso jeito, aquela casa era a nossa cara.                    Tudo tão lindo e único... O brilho nos nossos olhos. Não acreditava e me sentia uma criança que espera o ano todo para receber aquele presente tão aguardado... Eu, meu verdadeiro amor e nossa casa.  

CAPÍTULO XIII

  

VOLTANDO A REALIDADE

                     Como ninguém vive de vento e meu pai não mais me ajudava, chega á hora de retornar para SP, continuo no emprego e adivinha? Mais uma loucura, tudo pelo meu amor e meu sonho.                   Saio cedo da minha casa e volto mega tarde todos os dias, minha rotina agora é entre SP e Interior, acreditem eu não sei como consegui, mas valeu à pena tanto esforço.                   Tudo muito lindo, muito bom até que as coisas começam a mudar.                   Alguns comentários na cidade sobre a fidelidade da minha namora já tomam conta da minha mente e me atormentam tirando meu sono e sossego.                   CONSELHO: Quando apenas uma pessoa fala fiquem espertos, mas, quando muita gente comenta, acreditem alguma coisa tem.                   Voltando ao assunto... Sim alguma coisa tinha e apenas eu com tanto amor no coração não queria ver o que eu entre aspas já sabia, minha namorada se interessava por alguém, (e esse alguém não era eu). 

CAPÍTULO XIV

  

O SONHO DESTRUÍDO

                     Depois de muito perguntar para ela sobre sua fidelidade e sobre o nosso amor e sempre ouvir frases do tipo: você esta ficando louca, não tem ninguém e blá blá blá.                   Resolvo contar uma mentirinha a minha namorada, assim tirar essa dúvida de vez da minha mente, digo que vou trabalhar e só voltaria para casa final de semana o plano perfeito, afinal às vezes temos que ver para acreditar.                   Saí de casa numa terça e fui para um hotel na cidade mesmo, permaneço até quinta quando resolvo voltar para minha casa, ela não estava na nossa casa, perguntando para algumas pessoas, descubro onde ela esta e com quem, vou até a casa da garota, chegando perto da porta posso ouvir gargalhadas.                   Decido ir até a janela e para minha maior dor e decepção, ali estavam elas deitadas na cama, percebo no olhar da minha namorada o desejo, dentre outras coisas.                   Aquela cena me deixara em choque, (já me disseram que diante de um choque podemos ter várias reações e a minha foi congelar), naquele momento vendo aquilo, minha cabeça faz uma retrospectiva e várias cenas passam pelos meus olhos como um flash de luz, minha mãe pedindo pra eu ficar, meu pai dizendo pra eu escolher, eu abrindo mão das minhas coisas e da minha vida.                   Foi quando tudo se cortou e eu volto a si quando ouço dizer: Pam, você aqui?                   Que pergunta. Já em plena consciência eu resolvo virar as costas e começo a chorar andando pela rua. Foi quando sinto alguém me puxar pelo braço, sim era ela dizendo: Pam não é isso.                   Peço para me largar e me deixar sozinha precisava chorar. Ela insiste em dizer que não era bem aquilo.                   Foi quando em questão de segundos eu perdi totalmente o controle e fiquei cega, só me recordo que voltei até a casa que a encontrei com a garota e rola uma pancadaria. (me arrependo até hoje).  

CAPÍTULO XV

  

CONSEQUÊNCIAS

                     Resolvo, ou melhor, fui obrigada a retornar para casa dos meus pais, afinal meu estado físico e psicológico já estavam abalados a tal ponto de cometer uma loucura contra minha vida, vida dela ou daquela garota.                   Não liguei e simplesmente apareci na casa dos meus pais, sem poder explicar o que estava acontecendo e minha mãe já sentindo minha angústia resolve me levar até meu antigo quarto e pedindo que eu descanse, que quando estivesse pronta poderia contar tudo pra ela.                   Passam os dias e eu ali remoendo tudo aquilo dentro de mim, aquilo me fez tão mal que quando consegui falar sobre o assunto eu já me encontrava em uma depressão profunda. Agora a necessidade de um acompanhamento médico já fazia parte da minha vida, sim gente aquela cena foi demais pra mim.                   Passei um ano em tratamento, muitos remédios antidepressivos e acompanhamento com psicólogo. Detalhe – minha mãe também precisou do psicólogo – afinal ver a filha dela viver trancada em um quarto escuro sem se alimentar, sem querer ver ninguém e pedindo a todo tempo pra morrer não foi fácil.                   Vocês devem estar se perguntando sobre o apartamento?                    Pois é, ficou tudo lá, depois de todo o ocorrido não tinha condições de voltar para aquela cidade e nem queria.                   Jéssica se encarregou de resolver tudo e mandar minhas coisas.  

CAPÍTULO XVI

  

OS AMIGOS

                     Depois dessa fase, os amigos tiveram um papel fundamental. Muitas ligações e visitas. Cada um deles que aparecia na minha frente era mais palhaço que o outro, e claro todos traziam as últimas novidades do mundo e universo, para que revista de fofocas tendo meus amigos ao meu lado? Tudo muito divertido e essencial para minha recuperação. Nessa fase eu descobri tantos segredos. Aproveito esse espaço para agradecer a todos vocês, (sem nomes).                   Nossa, me recordo como se fosse hoje, já melhor e um pouco recuperada, (um ano se passou), minha amiga e eu fomos a balada, a primeira de muitas que viriam daí pra frente. Vocês devem estar se perguntando, poxa com tantos lugares para me levar por que justo uma balada? Depois de tanto tempo sem ninguém acho que meus amigos acreditavam que eu iria reviver beijando na boca, até que não seria uma má idéia, mais eu não conseguiria. Como foi boa essa noite.                   Dancei, pulei brinquei e revi grandes amigos, sim a maioria deles estava ali para me ajudar. Foi tudo muito bom, a música, o local, a companhia, (não, não fiquei com ninguém e para ser sincera perdi a confiança nas pessoas).                   Mesmo com toda a confusão envolvendo minha vida com Jéssica, posso dizer que a única pessoa que amei de verdade, da maneira mais pura, sincera, única, foi ela e tenho certeza que amar com tanta pureza e verdade é apenas uma vez na vida. (será que ainda há amor)?  

CAPÍTULO XVII

  

A VOLTA POR CIMA E O PEDIDO DE DESCULPAS

                     Recuperada e com a altoestima lá em cima, um novo trabalho e novas oportunidades.                   Agora já perdoada pelo meu pai e tendo o apoio de todos em minha casa, além do cuidado excessivo por parte da minha mãe, ela ainda tinha muito receio do meu reencontro com Jéssica, essa que, de certa forma, destruiu um pedaço de mim. Falando novamente de Jéssica, depois de alguns anos nos encontramos e em uma conversa sincera podemos ver onde cada uma errou e agora somos grandes amigas, Jéssica uma pessoa que sem dúvida trago no meu coração.                    Erros, os meus erros do passado para com Jéssica não aconteceriam nos dias de hoje, afinal ambas estão mudadas, e sendo assim a relação seria perfeita agora...                   A todo tempo minha mãe me dava força para eu sair e conhecer pessoas novas, lugares novos, fazer cursos. Ficou até cômico, coisas sobre minha vida pessoal já eram comentadas em casa entre minha mãe e eu, coisas que me deixavam até sem graça, agora ela mesmo queria que eu encontrasse uma garota bacana, me fazia perguntas sobre o sexo entre garotas; que vergonha! (risos).                   Como as coisas mudam, família é sempre família.                   Lembra daquela minha ex, aquele que eu acredito ter sido a pessoa certa, aquele que eu agi como uma cretina? Pois é, minha consciência a todo o momento me cobrava um pedido de desculpas a ela.                   Agora o que eu mais queria era um reencontro, saber onde ela andava o que fazia e assim dizer o quanto tinha sido idiota e pedir desculpas. Isso tudo cerca de cinco, seis anos depois, tempo que durou minha história com a Jéssica.                   O primeiro passo, conseguir o telefone e assim tentar contato, sabendo claro que não seria fácil, mas vamos nessa.                   Com o telefone em mãos, faço o primeiro contato, foi como imaginei, ruim, complicado e difícil, mas ela tem razão em me tratar assim. Assim como? Com desprezo e pouco caso.                   Conversei por algum tempo e ela foi dizendo que sempre esperou aquela ligação e que tinha certeza das voltas que o mundo daria. Eu pedi desculpas e tentei me explicar, ela me desculpou, mas não me sentia liberta ainda, mesmo assim minha consciência pedia para encontrá-la. Missão quase impossível! Mas consciência é complicada, me cobrava isso mais que o banco com as contas.                   Depois de muito insistir e sem sucesso, chega o final do ano e por um acaso me deparo com ela, bem na minha frente na praia, numa linda noite com muitas estralas no céu. Você deve estar se perguntando se eu ainda tinha a esperança de conciliação? Não posso mentir; sim eu queria que ela pudesse me entender e, quem sabe mostrar pra ela que eu seria diferente e que nunca mais a faria sofrer. Às vezes deixamos de viver uma linda história sem saber do qual poderia ter sido o final da mesma, mais a necessidade de viver aquele amor foi mais forte, meu erro foi ter sido tão cafajeste.                   Bom, voltando ao assunto. Como eu tentei, tentei puxar assunto, conversar e toquei no assunto, ela como sempre na defensiva e dizendo que não tinha raiva e não guardava magoas, que tudo aquilo pra ela já estava bem resolvido e fazia parte do passado, pediu até que eu esquecesse tudo. Mas como eu poderia? Minha cabeça ali cobrando e lembrando a todo tempo a minha atitude, eu só precisava sentir a sinceridade ao aceitar minhas desculpas, mas pelo contrário, sentia mais culpa.                   Mais uma tentativa em vão. 

CAPÍTULO XVIII

  

PROCEGUINDO E TOCANDO A VIDA

                     Trabalhando muito, tocando a vida e conhecendo outras pessoas. Infelizmente nessa altura da vida eu perdi aquela coisa de sentimento puro, amor pra mim apenas nas novelas, agora eu pensava da seguinte maneira: todo mundo é igual e ninguém respeita o sentimento de ninguém, mais cedo ou mais tarde, às pessoas ferem umas as outras sem se preocuparem com o sentimento dos outros, que fidelidade é muito bonito em livros e etc. Agora eu queria curtir, mas se você se recorda eu não sou assim, não sou de ficar só por ficar.                   Namorei outras pessoas e no final eu sempre perdia e aquela grande decepção do passado não tinha me deixado apenas lembranças ruins na minha memória e no meu coração, mas também havia me deixado mais forte e como diz o ditado: A VIDA ENSINA.                   Aprendi com o melhor então, menos mal. 

CAPÍTULO XIX

  

OUTRAS NAMORADAS

                     É ninguém vive para museu, então vamos nos arrumar de novo certo? Certo.                   Conheci uma garota bacana, Priscila. A Pri era linda, bacana, gostava muito de mim e eu também gostava dela menos que ela de mim. Com tudo que passei meu coração se fechou e mesmo encontrando alguém bacana eu nunca mais consegui me entregar totalmente por mais que eu quisesse e isso pra mim era bom porque eu sempre passava por uma decepção no fim.                   A Pri fazia tudo por mim, e eu tentava retribuir, sempre fui sossegada então mesmo não amando esse relacionamento durou um ano e meio, (tempo suficiente, foi legal).                   Certa manha no meu trabalho chega uma garota nova, aquele olhar e lá vou eu, me encantei... Mas calma, sem pedras dessa vez... Agora eu agi correto e então, Pri te adoro muito, mas quero terminar para não te magoar depois, eu estou interessada por uma garota e quero muito ficar com ela, ainda não rolou, mas eu quero fazer acontecer.                    Sim, palmas pra mim, a vida ensina...                   A Pri sofreu mais me entendeu e logo encontrou alguém legal e que com certeza iria fazê-la feliz e poderia amá-la como ela sempre mereceu.                   Eu acordava feliz e contava cada segundinho para chegar ao trabalho, àquela garota tão alegre, aquele corpinho que me tirava do sério, aquele abdômen sarado (minha tentação) e eu ali, desejando ela.                   Vamos usar as táticas e recursos do aprendizado da época de festas e conversas.                   Tornei-me amiga da Lucia (a garota do trabalho) uma pena, ela namorava; mas não estava bem. Eu resolvi recuar e não atrapalhar seu namoro, gostaria mesmo que ela fosse feliz e sabia o quanto ela amava a namorada então, optei pela amizade. (ah não fui burra, fui honesta comigo e com meu sentimento).                   Nesse meio tempo curtindo as baladas (balada é uma tentação, mas não passa de aventura). A balada e encontro uma garota interessante, resumindo ficamos e foi muito bom, continuamos saindo e saindo e quando demos por conta estávamos namorando. Carla é o nome dela, linda, morena, aquele corpo, aquele beijo macio (os melhores), aquela pegada gostosa que muito me deixava louca, inteligente (até demais), fala bem, resumindo novamente, aquela garota que para o trânsito, pois é, essa é a Carla, (moçada, parem de imaginar). Mas a Carla tinha um defeito, já conheceram aquela garota caçadora que sempre esta a fim de um novo romance e uma nova história, essa era Carla.                   Tudo muito bom, mas uma vez caçadora sempre caçadora e fui traída, mas tudo bem esse coração é de pedra. De certa forma eu sempre esperava isso no fim. Com a Carla eu também dei minhas escapadinhas quando descobri as traições. Agora somos amigas de todas as horas, sabe aquelas amigas que dão risadas à toa, que contam seus segredos e tudo mais, sim, somos grandes amigas e apenas isso. Ah, mesmo assim essas saidinhas duraram uns sete meses.                   Pensa que sofri? Que nada, adivinha quem esta se aproximando de mim agora? Sim a Lucia, aquela do trabalho, mal sai de um relacionamento e entro em outro. Lucia era ciumenta, mas eu até que gostava, muito bom estar com ela, e nessa história eu me entreguei um pouco mais que com as outras, mesmo assim nunca consegui voltar a ser quem eu era. Trabalhávamos juntas, às vezes saiamos para uma balada, eu estava realmente tranqüila e feliz ao seu lado, choramos e rimos juntas por diversas vezes até que: Lucia recebe uma proposta de trabalho e vai ficar ausente por algum tempo. Por que isso acontece comigo? (Risos).                   Como as pessoas podem amar e deixar de amar do dia para noite, como? Lucia vivia dizendo que me amava e depois dessa mudança de trabalho ela sumiu, nunca mais me ligou, sempre que eu ligava não atendia e quando atendia ainda batíamos boca. Resolvi então conversar com uma amiga minha que estava trabalhando no mesmo lugar que ela agora, conversando com Carol (minha amiga), digo que estava estranhando a atitude de Lucia e desconfiava que a mesma estivesse me traindo. Carol super preocupada confirma dizendo; amiga eu não queria me meter, mas como você já imagina ela está saindo com outra garota, já faz certo tempo.                    Tenho que confessar não espera isso da Lucia, ela era tão correta, mas talvez seja dessas que mais temos que desconfiar.                   Revoltada da vida ligo para Lucia no outro dia e desabafo, dando inicio a uma discussão. DICA NÚMERO UM                    Nunca tente conversar com alguém que não se importa mais com você e não quer ouvir, você pode se ferir muito, guarde tudo que quiser falar, pois um dia ela vai vir te procurar e daí sim você será ouvida e vai falar tudo que queria, sei que é difícil, mais o gostinho é ótimo, vale a pena.                   Então... Voltando a Lucia e o telefone...                   Tentei brigar e dizer que já sabia, ela muito safada falou muitos desaforos para mim e disse que era verdade mesmo, dentre outras coisas que hoje já nem lembro, mas no dia doeu muito.                   Resumindo, meu namoro terminou assim, com essa discussão via telefone, pra variar, a tonta aqui que ligou e agora sem namorada, chateada e com uma grande conta de telefone pra pagar. DICA NÚMERO DOIS                    Não usem o telefone para discutir ou terminar a relação, essa ligação pode sair cara, ainda mais se for para celular e de outro estado que não seja o teu.  

CAPÍTULO XX

  

O QUE FALTA AGORA?

  

                   Sim, o que falta? Pergunta besta, falta muita coisa.

                   Emprego bom, ao menos isso, sempre tive muita sorte e claro competência do lado profissional, porque como podem perceber ao longo desse livro, a vida pessoal vai de mal a pior, (risos).

  

CAPÍTULO XXI

  

BALADAS E GENTE NOVA

  

                   Nem sempre a balada é sinal de pessoas novas, agora as baladas para mim já não tinham graça, o mesmo pessoal, mesmas histórias, mesmas putarias e pessoas a caça de outras, solteiros e não solteiros procurando por aventuras. São raras as pessoas que se preocupam com os sentimentos alheios e respeitam seus parceiros, cada dia mais raro.

                   Cansada de festas, agito e baladas resolvo ficar em “off” dessa agitação toda e me concentrar no trabalho.

 DICA NÚMERO TRÊS 

                   Se você esta sofrendo por amor, mergulhe no trabalho, dedique-se ao máximo em ocupar teu dia com tuas coisas, ajuda muito, experiência de alguém que como podem ver sofreu demais.

 

                   Agora minha vida perdeu um pouco a graça, trabalho, escola, casa e vice-verso. Mas, estou bem e feliz. Estou feliz, mas eu quero amar novamente.

                   Um dia sentada em frente a minha casa ao lado de uma amiga tomando aquela bebidinha gelada, a ligação no celular dela, ela atende e logo interrompe a conversa me convidando para sair junto com esse alguém que esta do outro lado da linha, minha resposta foi não, peço então que convide quem esta no telefone com ela para se juntar a nos ali, afinal eu estava cansada de balada e a conversa estava legal. Tudo certo e essa garota que vamos chamá-la de Sonia chega até onde estávamos.

                   Eu já conhecia a Sonia mais nunca tínhamos conversado, quando ela chegou meus olhos deram o sinal, quero você. Melhor eu tampar meus olhos vocês não acham? (Risos).

                   Sim eu me encantei com a Sonia e pra alguém que não queria mais baladas, nunca me troquei tão rápido e convenci as duas a irem para a balada naquela mesma noite.

                   Sonia dizia estar chateada com o namoro a distância não estar mais dando certo e precisava sair. Opa, nem preciso dizer o que estava prestes a acontecer, correto?

                   Sonia parecia tão diferente das outras que já sai. Sabe garota errada e confusa, tudo que eu não busco em alguém a Sonia tinha, mais como era linda. Quem sabe se meu erro fosse buscar sempre alguém correto e agora com a garota errada poderia dar certo.

                   Chegando à balada uma garota rouba a Sonia e quer ficar com ela, nossa quando eu vi aquilo puxei a Sonia e levei-a pra pista para dançar comigo e minha amiga, já na pista e dançando muito, minha boca encontra a boca dela e a noite de todos se torna a nossa noite, ficamos juntas a noite toda e assim a semana e alguns meses, quando eu estava pensando em me envolver e fazer planos com Sonia e ela idem, as coisas começar a acontecer.

  

CAPÍTULO XXII

  

ILUSÃO

  

                   Tudo muito gostoso, mas vamos usar um ditado básico nessa história também. TUDO QUE COMEÇA ERRADO TERMINA ERRADO.

                   A todo tempo Sonia dizia que iria terminar com a namorada que morava em outro Estado e eu acreditando nisso permanecia com ela e também por que estava gostando (lembre-se do coração de pedra, o meu). Eu começo a achar estranho ela nunca terminar com a namorada dela e certo dia uma amiga me diz que ela ligou para a namorada e estava confirmando o vôo para SP, nesse mesmo dia saiamos as quatro amigas e eu curti a noite ao lado dela como se não soubesse de nada. Afinal estragar a noite de todos. Por quê?

                   No outro dia em frente a minha casa eu resolvo perguntar como estão às coisas entre ela e a namorada e o que ela vai fazer ou estava fazendo, eu só queria que ela fosse sincera. (É válido sempre dar a oportunidade para as pessoas serem sinceras, mas não esperem que elas sejam).

                   Sonia dizia estar resolvendo e que realmente quer ficar comigo. Eu já irritada peço para ver o seu celular, coisa que nunca fiz...

                   Olhando as mensagens ali está a confirmação; MEU AMOR SUA PASSAGEM ESTA MARCADA PARA TAL DIA TAL HORA, NÃO VEJO À HORA DE VOCÊ CHEGAR, SAUDADES. TE AMO.

                   Foi à gota, chateada nessa altura do jogo já estava virando meu sobrenome, por que eu sempre agi certo e sempre estava saindo enganada e chateada. Resolvi deixar pra lá e seguir minha vida, embora tenha passado pela minha cabeça dar um pequeno troco em Sonia, mais não teria coragem de descer a tal nível, não valeria apena.

 DICA NÚMERO QUATRO                    Procure alguém solteiro sempre, e não acreditem em falsas promessas, se tivessem que terminar algo já teria feito. Papai Noel só vem no Natal e mesmo assim ele nada mais é que uma pessoa querida fantasiada e alegrando a noite ou o dia.Lembram da dica número três? TRABALHO, TRABALHO E MAIS TRABALHO                    Acho que eu nasci para o trabalho, então vamos trabalhar. Cada dia mais desiludida com o amor e confiando ainda menos nas pessoas recebo um convite para trabalhar na China, sim gente na China.                   AFINAL, QUEM SABE MINHA ALMA GÊMEA MORA do outro lado do mundo, CHAMA TAINCHICHUAN E NESSE EXATO MOMENTO PENSA E VIVE O MESMO DRAMA QUE O MEU.                   Indo embora, (risos).                   Fui pra China e não encontrei alma gêmea nenhuma e sim dificuldades em me adaptar. Mas como o trabalho ajuda as pessoas eu voltei bem demais, foi por pouco tempo minha permanência na china mais valeu a pena.                   Voltei e sai com algumas pessoas, acredito que alguma dessas poderiam sim me fazer feliz se eu tivesse dado uma oportunidade para me conhecerem melhor, ter me aberto a novos relacionamentos, mais nenhuma dessas conseguiram mexer com minha cabeça e quanto menos despertar algum tipo de interesse que fosse além de uma noite.  

CAPÍTULO XXIII

  

PAIXÃO OU ILUSÃO

                     Terei encontrado através de um amigo a paixão da minha vida e que ela foi capaz de quebrar meu coração de pedra, me fez voar sem asas, mergulhar sem saber nadar? Mais uma aventura na minha vida ou eu na vida dela, será apenas uma ilusão, algo passageiro?                   Exatamente na noite do dia dez de agosto, quando converso com um amigo pela internet e ele resolve me apresentar sua outra amiga, então a conversa que era apenas entre nós dois recebe uma nova convidada, Amanda.                   Fomos apresentadas e começamos a conversar, no inicio confesso que não dei muita importância, estava tão empolgada com outras coisas e também por que essas coisas de conhecer pessoas através da internet é fora de cogitação para mim ao menos pensava assim.                   Aquela conversa foi tão gostosa que logo me deparei falando com ela todos os dias através da internet.                   Cada dia que passava eu me sentia mais a vontade para conversar com ela, mesmo signo, um pouco mais nova que eu, uma cabeça legal e ótima mentalidade.                   Ela namorava mais estava passando por um momento complicado no namoro, estava lutando contra a distância, (eu e as pessoas que passam por momentos complicados). Não dei tanta importância a isso a esse mero detalhe (coisa boba, deixar passar em branco o detalhe mais importante).                   Como era bom conversar com ela e mesmo sem nunca ter visto a internet já me fazia imaginar, muitas coisas em comum, sempre boas risadas, alto astral, mas até então não existia sentimento além da amizade ao menos para mim.                   Passam os dias, as semanas e algo em mim começa a mudar.                   Meus dias continuam os mesmos, o que mudou foram às noites, eu já não via à hora de chegar em casa para encontrá-la na internet, saber como foi teu dia, saber como ela estava, olhar sua foto pela pequenina tela do computador, e assim sem me dar conta ela entra na minha vida e pior que isso, nos meus pensamentos.                    Passava o dia pensando naquela garota que se quer eu conhecia a não ser pelo computador. Uma sensação gostosa, um sentimento começa á surgir, algo tão forte e maravilhoso. Um sentimento que senti apenas quando amei, aquela loucura, desejo, tentação, eu estava me apaixonando e não queria acreditar nisso, ou melhor, não me importava com isso e muito menos lembrava que na vida dela existia alguém, (grande erro).                   Passávamos horas diante da telinha do computar e como num ritual todos os dias conversamos, sempre tínhamos assunto, tudo muito perfeito. Até surgiu uma listinha com algumas coisas que eu teria que cumprir e outras elas, por exemplo: ir ao parque de diversões;Uma paçoquinha de amendoim com chocolate, dentre outras coisas desse tipo (fofo), eram tantas coisinhas...                   Entre a gente as coisas ficavam cada dia melhor, eu já conseguia senti-la em mim, muitas vezes a senti presente na minha cama, eu imaginava tanta coisa, ficava imaginando como seria nossa noite de amor, seu beijo, seu cheiro, nos meus sonhos várias fantasias eram realizadas, ufa, quantas fantasias, mas até então não tínhamos nos visto pessoalmente.                   Ela mora em outra cidade e por isso a dificuldade em nos encontrar, (detalhe besta esse, afinal distância para mim existe apenas a palavra, nenhum lugar no mundo é longe quando quero e principalmente acredito em algo, nesse caso nela).                   Já não suportava mais esse falar e ver apenas pela internet e com o passar dos dias meus desejos, lembranças e pensamentos desejavam estar  em sua companhia, poder beijar, abraçar e sentir ela minha e só minha.                   Rezei muito para o grande dia chegar e muito mais para que nesse dia ao encontrá-la eu não sentisse nada, por que eu já estava totalmente apaixonada e de certa maneira senti muito medo.                   Esse medo agora não iria mais adiantar, tentei recuar mais era tarde para ter algum tipo de controle sobre meus sentimentos, ao menos esse novo sentimento. É me apaixonei e pode apostar toda a sua cardeneta de poupança que ela despertou ou recuperou em mim a confiança, a paixão, o desejo, mas não um desejo comum e sim uma sensação pura, verdadeira, cada palavra que ela me dizia, cada frase, eu poderia afirma que a pessoa certa existe e estava diante de mim, depois de cinco anos fechada para um sentimento verdadeiro á que surge a paixão da minha vida, aquele alguém que esperei tanto tempo.   

CAPÍTULO XXIV

  

O GRANDE DIA


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