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Deborah Trevisani dos Reis






Um Estudo de Caso Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos Domiciliares, uma abordagem sobre o Litoral Sul de Pernanbuco.

O Lixão ou vazadouro de Tamandaré lança de forma desordenada os resíduos sólidos domiciliares, sem cobertura e compactação diária, com grande volume de percolado sem nenhum tratamento adequado. Desta forma, existe o perigo de deslizamento de terras, que na ocorrência de precipitação intensa acaba sendo intensificado.

A ausência da coleta seletiva diminui a vida útil do lixão ou vazadouro a céu aberto e aterro sanitário. Este quadro propicia a contaminação do solo, do ar, das águas superficiais e subterrâneas ou lençóis freáticos. Além disso, a ausência da coleta seletiva é um importante fator de risco para a saúde pública, e contribui para a descaracterização da paisagem natural.

            A cobertura e compactação diária, com camadas de recobrimento de maior espessura, permitem maior impermeabilização e menor infiltração da água da chuva na massa de resíduos. A cobertura e compactação das células do aterro sanitário, a cargo da Prefeitura de Rio Formoso, no entanto, é realizada apenas esporadicamente. A cobertura esporádica das células tem função de impermeabilização e permite infiltração da água da chuva na massa de resíduo e conseqüente maior volume de percolado.

            O Sistema de drenagem de efluentes líquidos, chorume, possui uma rede de valas sub-superficiais, preenchidas com material drenante e dispostas de forma difusa em toda a base do aterro, inclusive ao longo dos seus taludes intermediários, no entanto, não está em operação.

            A ausência do monitoramento ambiental da estação de tratamento de chorume causa um grave problema, que provoca danos e causa poluição na área geográfica onde se localiza. Este foi um problema evidenciado na região, mas que promete ser solucionado, através do monitoramento proporcionado pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP).

            A Usina de Triagem e Compostagem de Sirinhaém operam em condições precárias, devido ao acúmulo de rejeitos e a demora da remoção desse material, realizado pela Prefeitura do Aterro Sanitário de Rio Formoso. Somente após a intervenção do Ministério Público, a freqüência de remoção de rejeitos foi padronizada em dias alternados.

            A situação atual da área do Lixão ou Vazadouro de Tamandaré é crítica, devido às condições inadequadas da área, o mesmo deverá ser desativado através de intervenções que permitam o correto encerramento de suas operações e a recuperação física da área degradada. Para tanto, é necessário a elaboração de um diagnóstico sócio-ambiental de sua área de influência.

            Observa-se que o aterro sanitário de Rio Formoso, inaugurado no início de 2006, opera inadequadamente na maior parte do tempo.

            A Usina de Triagem de Rio Formoso está desativada e os passivos ambientais das suas atividades devem ser removidos do local.

            Conclui-se que apesar das dificuldades enfrentadas, os municípios do consórcio intermunicipal já deram um grande passo no processo de implantação e operação das usinas de triagem e compostagem e do aterro sanitário. Contudo, as autoridades municipais mais do que nunca, precisam se unir para não retrocederem em relação ao processo já iniciado e melhorar as condições ambientais e sanitárias das instalações.


Bibliografia

D’ALMEIDA, M.Luiza; VILHENA, André. Lixo Municipal: Manual de Gerenciamento Integrado. 2 .ed. São Paulo: IPT/CEMPRE. 2000, p.86-88, 111, 149-153, 204, 370.

JBR Engenharia, Apostila Capacitação para Gestores e Operadores das Unidades de Triagem e Compostagem, Beneficiamento de Plástico Filme e Aterro Sanitário do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Portal Mata para Tratamento e Destinação Final de Resíduos Sólidos. 2005. Módulos II, III, IV, VIII. Recife-PE. p.128-137,142.

MONTEIRO Teófilo Carlos do Nascimento. Gestão integrada de resíduos sólidos municipais e impactos ambientais. Módulo III. Gestão de Aterro Sanitário. Rio de Janeiro- RJ: FIOCRUZ, RJ 2001, p. 17, 25, 37, 44, 61.

SISINO, C.L.S. & OLIVEIRA, R.M. (orgs), 2000. Resíduos Sólidos, Ambiente e Saúde: Uma visão Multidisciplinar. Rio de Janeiro-RJ: Editora Fiocruz.p.20, 39, 42.


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