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Roberto de Souza






HUMOR NO TRABALHO

Que semelhança existe entre uma pessoa estar na UTI e ter um futuro diferente? O motivo de estar ali. No final de 2004, dei entrada numa UTI – 20 anos de empresa, 15 anos de um ótimo casamento, perto da minha formatura no curso de Administração de Empresas, e lá estava eu: nu, apenas com um lençol me cobrindo, enfermeiros aplicando injeção, tirando sangue para exames e eu sem saber o que aconteceria comigo. Infarto? Derrame?
Foram 14 horas de UTI e reflexão, um momento para me conhecer.
- “Roberto, você quer morrer?”, perguntou uma voz no fundo da alma.
- “Claro que não!”, respondi. “Apenas quero conquistar meus ideais. Quero ser uma pessoa bem-sucedida!”
- “Mas ninguém será bem-sucedido se não pensar antes de mais nada, em si mesmo! Você precisa de saúde, viver bem!”
Realmente, estava abusando do meu direito de viver. Trabalhava como um louco e vivia como um porco, não valorizava minha vida. Trabalho, trabalho, só trabalho. E sem reconhecimento! Estava vendo minha alma, meu espírito, meu ser, chegando a um pedaço de fio. Precisava mudar.
Comecei a escrever alguma coisa sobre humor no trabalho. O artigo de capa da revista Você SA, de novembro de 2002, trazia o título: “Rir é o melhor remédio”. Que verdade! Comecei a preparar uma palestra: “Humor no Trabalho” que aos poucos foi melhorando até chegar ao tema: “Como ter um dia alegre e motivado”.
A palestra mostra a importância de buscarmos as causas e os efeitos do mau humor. Num mundo moderno, as pessoas convivem com mil e uma utilidades (não estou fazendo publicidade), mas não são felizes. Meu caso, por exemplo: tinha um ótimo emprego, ganhava suficientemente bem, mas não era feliz. E as causas?  Polivalência nas atividades, ambição por muitas coisas ao mesmo tempo, luta pela sobrevivência e por aí afora.
Vi que a falta de humor estava me levando à angústia, ressentimento, medo, raiva, ciúme e, consequentemente, à depressão, ao estresse, ao mau-humor. Como uma coisa leva a outra, eu estava sendo vítima de um mundo que me pressionava. 
Aprendi que a alegria faz bem, nos deixa animados, nos torna seres mais amados e queridos. Mudei meu modo de pensar. Aprendi a dar elogios (pelos menos três por dias). Vi que precisava resgatar minha saúde cultural, ler novos livros, ir ao cinema, passear, fazer hidroginástica, viver uma vida melhor. Pus em prática esta nova filosofia que serviu de base para meu livro “Tempere seu humor – Como ter um dia alegre e motivado” editado pela Protexto, estímulo para novos planos e sonhos. Convido-o a ler o livro supracitado.
Quem é Roberto hoje? Não perca, resposta no próximo artigo.

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