Alexandre Carrara






Insulina de porco

Arrumei uma escada fui buscar a lua;
ela estava nua, desnuda, sua diferente,
sua orvalho.
 
Tua tara era sua e minha, transpira,
desfibrila perde o passo no descompasso nó sinusal.
 
Atrial, visceral ou direi espacial;
orbita em meus olhos menina, faz, 
Libere endorfina, serotonina. 
 
Me inflama, me da taquicardia, dispnéia.
Despe minha derme, toca meu timo,
vibra meu tímpano, me tira a propriocepção;
sem sinapses sem conexão.
 
Me faz perder a razão,
sem anestésico sem medicação;
nem insulina de porco nem analgésico de leão.

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