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Luiz Eduardo Oliveira






MAIS DE UMA VEZ

Estive mais de uma vez com a morte, deitado,
sem atinar... e senti seu prazer... mas mentiroso.
Por mais de uma vez acariciei-lhe, um tanto ousado,
fiz-lhe de minha presa e a ela me fiz estuoso.

Apertava-me os braços, sorria e me confessava,
que, por mais de uma vez, ouvi-lhe, em surdina.
Quase lhe fiz uma deusa e nela apus a aljava
contra os ataques que recebia e cri sê-la minha vacina.

Mas, num tempo, vi em seus olhos um quê de sarcasmo,
encontrei-me, outra vez, exposto às dores e à febre,
eram os abraços, em verdade, que me causavam espasmo.

Na última vez que eu testemunhei a sua ironia
vi, por fim, quem era, ao ter-me como um casebre,
mas foi tarde...conseguiu agravar minhas dores e nevralgia.

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