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Regina Celia da Silva Duarte






RESUMO

RESUMO

Receio que o meu tempo futuro
Reserve-me o direito de esquecer
E por isso guardo aqui a minha marca
Só as palavras não morrem
 
E na imortalidade que hoje vivo
Eu comemoro aqui, agora...
Coisa de poeta
Que carrega na alma
A vontade de lembrar ameaçada
Pela esquisitice do esquecer
 
E enquanto faço poesia
Eu agradeço à Fábrica pelas lembranças
Por não haver cárceres para as almas
 
E se um dia roubarem-me a memória
Mesmo assim continuarei vivendo
Para o poeta o silêncio fala.



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