Apelido:

Senha:


Esqueci minha senha







Valquiria Imperiano






O buraco Negro

 

O buraco negro 

A tempestade ameaçadora aproximava-se. Uma  árvore no meio do trigal, ao longe, serviria como refúgio. Creio que eu e os pássaros, que passaram ao meu lado voando nervosos e agitados, tivemos a mesma ideia. Corremos. As nuvens compactas pareciam coladas e formavam um cilindro negro, que descia até a terra, no meio do céu azul. Os pássaros alcançaram a árvore e pousaram nos galhos, cobrindo-a por completo. Em alguns minutos alcancei a árvore e sentei-me entre as raízes. Os pássaros gritavam nervosos, senti medo e  coco sobre mim. O cilindro negro estava muito próximo. Agarrei-me ao que pude e orei. Logo os pássaros silenciaram e um barulho de milhares de vozes numa língua que não conhecia chamou-me a atenção. O vento estava mais forte mas a árvore não se mexia. Olho sorrateiramente e espantada vejo no céu azul um buraco negro de onde saiam criaturas sem forma, horrendas. As criaturas levantavam-se gritando e derretiam e eram absorvidas pela terra. A cada leva de criatura que descia, o cone diminuía de tamanho e o vento acalmava-se. Em alguns segundos, o buraco desapareceu. Uma árvore igual a que eu estava cresceu no lugar em que as criaturas foram absorvidas, espantei-me, não fizera atenção à arvore que me protegera. Vi reflexos de luz sobre minha cabeça, olhei para cima, uma placa em um galho brilhava e nela estava escrito fé. Senti mãos puxando-me para a terra. Agarrei-me à placa. As mãos me soltaram, fui caindo num vazio, uma pancada nas costas e a dor na cabeça. Deitada no chão ao lado da cama, acordei.


Tempo de carregamento:0,03