Saulo de Oliveira Costa






Microscópio

 

É como o Cartola dizia, “O mundo é um moinho”

E o Peninha que em Sonhos pedia, “mais pureza, mais carinho”

 

Diria o poeta que poderia perder os olhos e viver sozinho

Mas que deixar de escrever seria um início...para o fim do caminho

 

Também sei que Nietzsche criticou um mundo inteiro

Ao menos sabia que “Sem a música, a vida seria um erro”

 

E foi preciso coragem, e covardia sem perdão

O Cazuza já esteve certo, também algumas “Pequenas porções de ilusão”

 

Fiz de Beethoven exemplo para minha orquestra

Sou surdo para o universo, mas escuto em minha pele o que a vida dispersa

 

Já pensei em ir embora, levar minha razão

Abandonar tuas belas cores, escurecer meu coração

Vou pegar as tintas de Picasso, enquadrar nossa paixão

 

Mas o banco da praça que me esperava todos os dias morreria de solidão

Chamou-me até sua morte quando apodreceu seu corpo ao chão

Você merecia, mais que todos, a minha atenção

 

Quando meu mistério foi sanado

Disseram que eu estava louco, embriagado

-Era apenas uma história que haviam me contado

 

 

 

 

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