André Francisco Gil






Chorolhos.

 Pedi alegrias e espalhei músicas cantando tentativas e concordâncias.
Tantos despertares e eu mancho-me fazendo a tela de meu corpo fechado.
Tanta serenidade nas cores e no canto da resistência na luta das ressonâncias.
O poeta é isso retratista do mundo supramencionado.
Pedi pensamentos de paz e muita harmonia em cada folha caída e amarelada.
Fez o mesmo com toda habilidade em vibrar com o tempo e o destino.
Pois eu estou no compasso do toque e no final do livro de página costurada.
Eu queria olhos com som para ver a festa da minha morte pois sou semidivino.
Pedi emoções em cada tele que eu pintar.
Já o querer é da vida e é pessoal,particular.
Eu:alma de pintor fluindo em minha aquarela.
Esteta que enche de alegria a vertente.
Antes meu corpo-estrada e meu corpo-jangada e meu cantar de luto,balbuciadela.
Colorir é transmitir através das cores a resistência amena catastroficamente.
Ser de coração sentimental na melodia afinada  em minha ocasião.
Queria pedir a natureza:a voz do sagrado.
Para enternecer meu instrumento acusticamente.
Tento o canto mas o pranto que cai dos meus olhos é neste solo evaporado.

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