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Luiz Antonio Polli






Nunca é tarde para recomeçar

Sentado embaixo de uma árvore, com uma câmera fotográfica na mão, olhando para o horizonte avistava as lindas montanhas, os pássaros que cantavam, essa era a sua maior riqueza, registrar as paisagens e guardar tudo com o maior carinho... Logo abaixo havia uma linda cachoeira, em que todas as tardes de verão costumava sentar-se sobre uma pedra, pegar o seu caderno e uma caneta e começava a rabiscar alguns textos, poemas. Essa era a vida de um menino do interior que sonhava em ser escritor e, através de suas obras, conquistar o mundo. Romântico, verdadeiro e de opinião formada essa era a sua personalidade... O tempo foi passando, e esse menino precisa se mudar, com uma forte dor no coração deixa o sítio, a casa, a família, e vai tentar uma oportunidade na cidade grande. Parecia ser tudo fácil, que as coisas iriam se encaminhar e logo estaria sendo considerado um grande escritor, mas infelizmente não era assim, em todos os lugares aonde chegava, as portas eram fechadas, as suas economias acabaram e ele precisou ir trabalhar, mas o que ganhava dava mal pra cobrir as suas contas, ele estava decepcionado, achando que nada daria certo, pensava em abandonar tudo e voltar para o interior. Andado sem destino, ele avista uma linda mulher, e se apaixona sem se quer conversar com ela, ele suspira profundamente e pensa em seu coração que o seu lugar era ficar, e lutar por todos os seus sonhos e um dia conquistá-la. E assim fez, nas noites frias, sentava na calçada, vinham as lembranças de sua infância, as montanhas pareciam que tinham se transformado em arranha-céus, os pássaros não cantavam mais, no lugar havia um barulho infernal dos carros, o cheiro das flores do campo foi trocado por uma poluição que o sufocava e assim era sua vida, escrevia seus poemas sentado nas calçadas da grande cidade. Das alegrias que ele vivenciou na infância restavam somente as fotografias e suas escritas, que carregava junto a ele em sua bolsa. Ele sempre acreditava no destino e acreditava que nada acontecia por acaso, e sim, que tudo tinha um propósito.


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