Thalles Simplício de Faria






Então, nós descobrimos que nós somos nós

Felicidade que desdobra nos quarteirões e ruas;
Um nada do que ter ou ser, a não ser a alegria que explana na alma
Tornando-a convexa como refrigerante ou champanhe
Que se explode em festa algures.
 
O jeito é então agarrar com dentes, e bocas
e correr com o que mais for, no caminho que é desordenado mas
pra frente vai. E diga-se de passagem que a felicidade não pode
não deve ser adiada nunca, como se não a tivéssemos...
 
E, quem foste que disse que não a temos embalsamada
e sobre o peito e todo corpo como papel manteiga que embala o pão?
O difícil é não fluir e não deixar que as coisas aconteçam...
mesmo que sejam sob chuvas de soberbos vinhos
que alimentam-no a esperança e a glória de ser, vivo.
 
Não há no universo razão nenhuma para se descrer,
enquanto seu coração bate aliviado por existir,
e através de pueril doente alegria, transborda-se
com o ar que atravessa os pulmões, e inebria a alma
com o que se pode dizer o prazer máximo da vida.
 
Be yourself, be yourself...
E que o resto do mundo rasteje ensaboado por seus sorrisos
e pela grama que de leve todos pisam...

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