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André Francisco Gil






Alfarrábios de Alforria

Ali saboreio com os olhos
pois o sabor não era como...
Entoou o canto das sobras.
                                    Sobras
porque há de prover
aplicando meu superpoder
para plantar ou para colher
para viver ou para morrer.
Liberdade
:um mágico que vejo na porta
Multiplicou alfarrábios pelo chão
e nutriu esse gosto por demolição.
Onde houve uma morte trágica pôs uma cruz.
Canções decifradas
:estacas cravadas

Não se iluda com a linguagem terna do beijo.
Desejos de sereia deformando a canção.
Alfarrábios de alforria
:mares verdes e azuis
Pedir para refazer o que vejo
:a casa ao avesso
Multiplicando as palavras e os sentidos
na escuridão perdido
:como sair desse labirinto?
O homem e seu quadro trágico
em moldura de aço.

Onde vejo sacudir fica a poeira.
Olhares de homens em
   mares de sereias.
Desejos de portuário.
Poesia
:tempo de saborear
Tempo dos estivadores.
Dança dos seres místicos.
Poema da ilusão.
Nos lábios dela argumentos de morte.
Natural tempo de silêncio e escuridão.
O portuário da ilusão.
Sobraram as 
sobras.
Multiplicação de palavras
na partilha das migalhas.

Escuridão que leva à loucura.
Imagem dos portais.
Alta concentração de substâncias naturais.
Escrito,descrito
ainda não me decifro.
Aqui,palavras de um apaixonado.
Mobiliário antigo cheio de pó
joias raras de minh'avó.
Canção de sereia.
Canção de encantamento.
A morte do desejo.
O argumento autosabota o entendimento.
Olhos trágicos sobre o quadro.

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