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Elisabeth Silva de Almeida Amorim






AMIGO PERDIDO

De repente, não mais que de... Encontrei-o, meio por acaso. Eu sabia que ele seria um amigo ideal e leal. Inteligente, responsável.  Mas, terrivelmente meticuloso, talvez isso era o segredo do sucesso na vida. Não sorria, a vida atribulada que levava não tinha espaço para o sorriso. Não estou falando de esboçar, mas sorrir com vontade, sem pensar nas regras da etiqueta. Todas as minhas tentativasde fazê-lo sorrir, não passava disso: tentativas.
Sabia que teria pela frente uma árdua missão.Mostrar-lhe que o mundo capitalista no qual vivemos é muito mais que acúmulo de bens. Talvez, o mais difícil seria fazê-lo entender que nem todos o procuram pelo seu prestígio. Há pessoas que entram na nossa vida como luz. Com uma bandeira branca! Amizade é algo preciso! O mundo pode estar desabando para algumas pessoas, umas sentam e se lamentam, outras preferem sacudir a poeira dos escombros, e seguir adiante sorrindo da sua falta de sorte...
Ele sabia que eu era a sua salvação. Buscar sempre o lado bom da vida. Das quedas sorrir e aprendia a não passar no mesmo lugar. Das ofensas não rememorá-las. E das injustiças presentear a literatura com um texto... Esse era o meu jeito de ser. Era o meu jeito de viver. Era o meu jeito de sofrer.
Numa situação qualquer, temeroso estende-me sua mão. Aos poucos estavamos rompendo a barreira do formalismo. Percebia a sua insegurança, desculpava-me com frequência. Chato, ter um amigo e ficar se desculpando. Quando rompemos o gelo do formalismo, ele sorriu. Pela primeira vez gargalhou de uma bobagem qualquer...Rimos juntos. De repente... Ficou sério, o riso não combinava com aquela vida organizada  e de sucesso... fugiu e trancou-se de novo  em sua redoma.


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