Thalles Simplício de Faria






Caraça

Diferentemente de não amar,
Ela olhou para mim, com aqueles olhos que eu nunca me esqueço.
Com aquele jeito que eu nunca me esqueço. E eu me pergunto, quão belo é o amor!
Jogo por debaixo do tapete todo o ódio que há no meu coração.
Procuro estar com quem está comigo.
Aquela imagem na Capela, memorável. Eu fui aos céus, e havia um anjo ao meu lado.
E há um anjo ao meu lado, que a vida, às vezes ingrata, nos trata de machucar.
Mas, quão belo é o amor!
Aquilo que sobra, aquele conhecimento misterioso,
Dois seres místicos, que se entrelaçam de uma maneira misteriosa.
Aquilo que nunca acaba, e que nunca deve acabar.
E quão chorosa é a vida.
Quão chorosa por haver a palavra despedida.
De algo que não se deve despedir.
Algo que não se pode despedir.
Pois o amor, o tão amor inalcançável, está ali.
Tão somente ali. Desperto, puro.
De uma forma que nunca deve ser ir embora.
Pois senão o meu coração morre...

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