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Thalles Simplício de Faria






Intenções do nada

Depois de ver essa manhã nascer,
Eu quase vi que eu tenho que viver só.
Eu amo ela sim, mas eu não posso amar
Então me tirem tudo.

Deixem comigo a solidão do céu
E os riachos profundos.
Deixem comigo a tristeza da alma...
E não a do corpo.

Se eu não sei chorar, que eu não chore.
Se eu não sei viver, que eu não sei o que eu faço.
Quero rumar pelos campos mais sozinhos

Quero naufragar nas minhas lágrimas perdidas.
Dar presente pra quem eu não dei,
De quem eu nunca fui presente.

Açoitar somente a mim mesmo
Correr dos mares como a vida sempre correu de mim.
Correr das montanhas, como eu nunca deixei de ama-las...

Abraçar alguém do peito; um abraço sequer...

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