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Amarilia Teixeira Couto






É teu,meu amor!

Este é um poema de amor
tão meigo, tão terno, tão teu...
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu...
E eu, quero te servir a poesia
... numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.
Talvez tu possas entender o meu amor.
Mas se isso não acontecer, não importa.
Já está declarado e estampado
nas linhas e entrelinhas deste pequeno poema,
o verso; o tão famoso e inesperado verso
que te deixará pasmo, surpreso, perplexo...
eu te amo, perdoa-me, eu te amo...
"Poeminha Amoroso"
Cora Coralina



Hoje tomo emprestado de ti
Linda e doce Coralina
Esse Poeminha amoroso
E dou folga um pouquinho a minha Adélia
É que ambas me são tão caras
Tão preciosas...

E naqueles momentos
Que minha cabeça fica vazia
O meu coração se cala
Diante das coisas da vida
Quando mais preciso da poesia
Minhas musas estão aí
Ou ali
Ou acolá

Eu as busco
E o meu encantamento
Me situa no lugar que desejo
O da emoção sem igual
Recupero a quentura da alma
Refaço o caminho da saudade
Reencontro o amor que está longe
Mas que é meu
Que habita em mim
Como o musgo nos muros de pedra
Das cidadezinhas antigas
Como a lagarta no casulo
Que não sai antes do tempo
Sob pena de não poder voar

Minhas poetas amadas
Não viajaram o mundo
Antes criaram o próprio universo
Viveram a vida possível
prosaica
de pés no chão
mãos no fogão
e coração nas nuvens

Quem disse que poesia não tem realidade?
mesmo que
de quando em vez
a sensatez fosse para o espaço
dando lugar à languidez
a uma sensualidade suave e natural
de quem fala de amor
como algo essencial
como dormir
acordar
sorrir
viver,enfim.

É assim que sinto
os versos que tento escrever
São inspirados em outros tantos
que reverencio
Mas são meus
Tão meus
Como as minhas emoções


E toda a poesia
Que eu puder servir ao amor meu
Numa bandeja de flores
Não terá nada de novo
Nada que não fora declarado
Em nossas infindáveis carícias
Nada que não tenha se revelado
Na doçura e na lascívia do meu olhar
Ah, e também do teu,claro!

Pode se oferecer um poema de amor
A alguém que não o tenha lido bem antes
Nas entrelinhas do afeto?
Impossível.
Então pegue este
Que também é teu
Como aqueles outros de tempos idos
que o tempo já amarelou as folhas
Onde os escrevi.

Hoje
A modernidade me fez cibernética
Mas a minha poética,
Essa continua a de sempre
Dependente total dos teus afagos
Ou
Do amor que mora em mim
E que é também teu
Mas posto que é meu
Alimentará os meus versos
Fará renascer minha poesia
Mesmo se
Nos descaminhos da vida
Tu te apartares de mim.

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